{"id":{"repo_id":"brazil-uff","oai_identifier":"oai:app.uff.br:1/11884"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-uff/oai:app.uff.br:1/11884","repository":{"repo_id":"brazil-uff","name":"Brazil UFF","base_url":"https://app.uff.br/oai/request"},"display":{"title":"Perfil clínico de crianças e adolescentes com imunoglobulina E (IgE) superior a 1.000 ui/ml, atendidas no Hospital Universitário Antonio Pedro","abstract":"A correlação existente entre a elevação do nível sérico de Imunoglobulina E (IgE) e algumas patologias, principalmente as doenças alérgicas, determinadas infecções parasitárias e algumas imunodeficiências primárias, justifica a frequente determinação sérica da IgE na prática clínica pediátrica. Quadros como dermatite atópica, asma, rinite e alergia alimentar têm sido frequentemente associados à elevação da IgE sérica em crianças. Entre as imunodeficiências, a Síndrome de Hiper-IgE se destaca pela sua marcante elevação da IgE, além do quadro de infecções de repetição em pele e pulmão. Este estudo teve como objetivo avaliar o perfil clínico e laboratorial de crianças e adolescentes com níveis séricos de IgE superiores a 1.000 UI/mL, atendidos nos ambulatórios de Pneumologia e Alergia Pediátricas de um hospital universitário. Através de levantamento no banco de dados do Laboratório de Imunologia, revisou-se retrospectivamente prontuários de pacientes com IgE ≥ 1.000 UI/ml, no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2012, e com idade inferior a 19 anos. Dos 65 prontuários revisados, idade média de 8,9 anos (± 4,1 anos), 63 (96,8%) tinham doenças alérgicas, 1 (1,6%) Síndrome de Hiper-IgE, e 1 (1,6%) causa não definida. Os valores séricos de IgE variaram de 1.066 a 33.089 UI/mL, media de 3.786,52 UI/mL e mediana de 2.000 UI/mL. No grupo com doenças atópicas observou-se que 58 (92,0%) tinham o diagnóstico de rinite, 56 (88,9%) de asma, 11 (17,4%) de dermatite atópica e 9 (14,3%) de alergia alimentar. Na avaliação isolada das patologias alérgicas, apenas em pacientes com dermatite atópica foi encontrada uma diferença estatisticamente significativa do nível sérico de IgE em relação a outras doenças alérgicas. Eosinofilia sérica ≥500 células/mm3 foi verificada em 43 (66,1%) pacientes, com média de 956 células/mm3. O paciente com diagnóstico de Síndrome de Hiper- IgE apresentou IgE sérica de 22.885 UI/mL. Em seu histórico, foi hospitalizado repetidas vezes com infecções cutâneas e pneumonias. Concluiu-se que, na amostra examinada, foi encontrado principalmente quadros de doenças atópicas, com maior prevalência de rinite e asma. O nível sérico de IgE encontrou-se aumentado de forma especial em pacientes com dermatite atópica. As parasitoses intestinais não foram apontadas como causa de elevação da IgE sérica. E que a Síndrome de Hiper-IgE deve ser sempre lembrada como diagnóstico entre as crianças com elevação da IgE sérica, acima de 2.000 UI/mL, associada a sinais clínicos de imunodeficiência","abstract_html":"A correlação existente entre a elevação do nível sérico de Imunoglobulina E (IgE) e algumas patologias, principalmente as doenças alérgicas, determinadas infecções parasitárias e algumas imunodeficiências primárias, justifica a frequente determinação sérica da IgE na prática clínica pediátrica. Quadros como dermatite atópica, asma, rinite e alergia alimentar têm sido frequentemente associados à elevação da IgE sérica em crianças. Entre as imunodeficiências, a Síndrome de Hiper-IgE se destaca pela sua marcante elevação da IgE, além do quadro de infecções de repetição em pele e pulmão. 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