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O grupo controle foi composto por pacientes sem LES em diálise pareados por gênero, idade, tipo de diálise, tempo de diálise e infecção pelo vírus C da hepatite (VCH). Todos os pacientes foram acompanhados prospectivamente durante 60 meses. O método de Kaplan-Meier foi usado na estimativa de sobrevida e a associação de fatores de risco com mortalidade foi testada com o modelo de proporção de risco de Cox. Resultados: Cada grupo foi composto por 57 pacientes. Na análise multivariada, apenas o SLEDAInr >8 (HR 6.368, 95%CI 1.798-22.548, P=0.004) e o índice de redução de ureia, IRU, (HR 0.953, 95%CI 0.917-0.990, P=0.014) foram fatores independentes associados com mortalidade nos pacientes com LES. A taxa de sobrevida em 5 anos do grupo controle e dos pacientes com LES e SLEDAInr ≤8 foram semelhantes (83% e 73%, respectivamente), mas significativamente superior à dos pacientes com LES e SLEDAInr >8 (17%), P <0,001. Conclusões: O IRU se mostrou um fator protetor contra a mortalidade. No entanto, a presença de um SLEDAInr >8 conferiu um risco extremamente elevado de mortalidade em cinco anos na população de pacientes com LES em diálise","abstract_html":"Introdução: A sobrevida dos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) em diálise ainda é assunto controverso. O presente estudo controlado e prospectivo tem como objetivo estudar a sobrevida dos pacientes com LES em diálise e os fatores relacionados com a mortalidade. Métodos: Vinte centros de diálise foram visitados entre maio de 2003 e fevereiro de 2004. A atividade da doença foi avaliada através do índice SLEDAI sem os parâmetros renais (SLEDAInr). Os dados foram coletados na entrada do estudo. O grupo controle foi composto por pacientes sem LES em diálise pareados por gênero, idade, tipo de diálise, tempo de diálise e infecção pelo vírus C da hepatite (VCH). Todos os pacientes foram acompanhados prospectivamente durante 60 meses. 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