{"id":{"repo_id":"brazil-uff","oai_identifier":"oai:app.uff.br:1/1126"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-uff/oai:app.uff.br:1/1126","repository":{"repo_id":"brazil-uff","name":"Brazil UFF","base_url":"https://app.uff.br/oai/request"},"display":{"title":"Familiares e sua relação com o idoso institucionalizado: proposta de um programa psicoeducativo","abstract":"Este trabalho tem como objetivos: caracterizar o perfil sócio-demográfico, clínico, índice de sobrecarga e estratégias de enfrentamento dos familiares de idosos institucionalizados; Analisar fatores que determinam a aproximação ou afastamento da família do idoso no processo de institucionalização; e Propor um Programa de Intervenções psicoeducativas para familiares de idosos institucionalizados. Método: abordagem quantitativa e qualitativa, transversal e observacional, amostra intencional não probabilística. Foram selecionados 30 familiares de idosos institucionalizados para entrevista semi-estruturada e aplicação das escalas Inventário de Sobrecarga do Cuidador (Zarit) e Inventário de Estratégia de Coping (Folkman e Lazarus). Resultados: Houve prevalência do sexo feminino (83,3%), a maior parte da amostra composta por filhos (as) (56,7%) de grau de escolaridade nível superior (70%) e classe média, resultado diferenciado na pesquisa. A maioria aposentados (63,3%) com idade média de 60,5 anos com dp= 10,7, metade do grupo apresentou algum problema de saúde, e cinco participantes usavam neurolépticos. Quanto aos idosos, a maioria das institucionalizações se deu por complicações no manejo com os sintomas comportamentais e dependência causada pela Doença de Alzheimer. Somente um idoso apresentou diagnóstico de depressão; a faixa etária variou de 64 e 96 anos e prevaleceu o sexo feminino. Nas respostas relativas ao estresse, houve baixos índices de sobrecarga dos cuidadores familiares com 14 (46,65%) com ausência de estresse, sendo 3 homens e oito outros familiares, exceto filhos (57,1%), 9 (64,3%) possuíam nível superior e somente 1 (7,1%) fazia uso de neurolépticos. Com estresse leve e moderado 13, sexo feminino e sem vínculo marital 9 (69,2%), filhas com ensino superior 10 (76,9%), com problemas de saúde 8 (61,5%) e 3 (23,1%) fazendo uso de neurolépticos. Na categoria moderada e severa 2 filhas (66,7%) e 1 (33,3%) esposa, todas do sexo feminino e com nível superior. Sobre o Inventário de estratégias de coping, foram obtidos resultados significativos para os que faziam uso de neurolépticos, ou seja, faziam mais estratégia de enfrentamento (p<0,01), os que possuíam nível superior (p= 0,05), e os homens com resultados marginais (p=0,06), porém, ao observar-se em termos absolutos nos homens, o coping foi maior em média 61,8 contra 43,6 das mulheres. Foram obtidas 4 categorias sobre a percepção do processo de institucionalização: Relação com o idoso anterior a institucionalização, discute-se a proximidade familiar e a relação conflituosa como modeladores psicossociais decisivos na atitude de como se deu o processo de institucionalização; Família e a decisão pela institucionalização, tem-se a mudança de comportamento do idoso como decisiva na opção pela internação, associada pela falta de modelos alternativos e confronto com desqualificação profissional para o cuidado domestico; Relação com o idoso depois da internação, neste momento do processo emergiram relatos de sentimento de culpa, reparação, reconhecimento do cuidado na instituição e conflito com a morte. Família e participação no cuidado na instituição referem-se a importância das visitas e o papel da família na rotina de cuidados. Conclusão: Há relação entre as estratégias de enfrentamento e participação no cuidado institucional, portanto a proposta de programa psicoeducativo traria redução do estresse e integração da família com a Instituição e potencialização dos cuidados","abstract_html":"Este trabalho tem como objetivos: caracterizar o perfil sócio-demográfico, clínico, índice de sobrecarga e estratégias de enfrentamento dos familiares de idosos institucionalizados; Analisar fatores que determinam a aproximação ou afastamento da família do idoso no processo de institucionalização; e Propor um Programa de Intervenções psicoeducativas para familiares de idosos institucionalizados. Método: abordagem quantitativa e qualitativa, transversal e observacional, amostra intencional não probabilística. 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Somente um idoso apresentou diagnóstico de depressão; a faixa etária variou de 64 e 96 anos e prevaleceu o sexo feminino. Nas respostas relativas ao estresse, houve baixos índices de sobrecarga dos cuidadores familiares com 14 (46,65%) com ausência de estresse, sendo 3 homens e oito outros familiares, exceto filhos (57,1%), 9 (64,3%) possuíam nível superior e somente 1 (7,1%) fazia uso de neurolépticos. Com estresse leve e moderado 13, sexo feminino e sem vínculo marital 9 (69,2%), filhas com ensino superior 10 (76,9%), com problemas de saúde 8 (61,5%) e 3 (23,1%) fazendo uso de neurolépticos. Na categoria moderada e severa 2 filhas (66,7%) e 1 (33,3%) esposa, todas do sexo feminino e com nível superior. 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