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Representações de si e arquivamento nos textos derradeiros de Marguerite Duras
Abstract
dc:description.abstractAs marcas do discurso reconhecido como autobiográfico na obra de Marguerite Duras, presentes nos seus textos através de memórias e confissões íntimas, são facilmente reconhecidas pelos leitores familiarizados com a sua escrita. O objetivo deste trabalho consiste em analisar os sentidos que permeiam uma escrita que manifesta a consciência da proximidade da própria morte nos livros publicados entre a recuperação do coma e o falecimento de Duras: La Pluie d’été (1990), L’Amant de la Chine du Nord (1991), Yann Andréa Steiner (1992), Écrire (1993), Le Monde Extérieur (1993) e C’est tout (1995). Nestes textos, as narrativas sobre si mesma reescrevem outras histórias e evidenciam a encenação da própria escrita quando é iminente a proximidade da morte da autora. Assim, o conjunto constituído pelos últimos livros publicados ainda em vida manifesta um desejo de arquivamento da imagem de si e de sua obra para a posteridade como referência à obra de uma vida inteira dedicada à escrita. Análoga à imagem do narrador que apenas ao final da existência estaria apto a narrar a sua vida pela perspectiva da totalidade, a escrita de Marguerite Duras, pela encenação da própria escrita, anuncia seu desfecho nestes últimos textos: ainda que isso não signifique solidificar um sentido único ou último, mas sim no sentido de uma última versão, de quem olha para o que já fora escrito, reescrito e que, lá adiante, não haverá outra oportunidade para se retomar a escrita
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Berned, Pablo Lemos
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Leal, Paula Glenadel
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- openAccess
- Licence dc:rights.uri
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://app.uff.br/riuff/handle/1/10906
- OAI identifier oai:identifier
- oai:app.uff.br:1/10906