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Os artigos aqui revisados foram extraídos da base de dados MEDLINE, utilizando-se a combinação do descritor “vitamin D” com descritores relacionados às células e moléculas consideradas nesta revisão. Foram utilizados apenas artigos originais publicados entre 2008 e 2018, com acesso livre. O desenho dos ensaios e modelo celular utilizado não foram critérios de exclusão. A ação da vitamina D sobre os neutrófilos, monócitos e células NK se mostrou, no geral, estimuladora. Enquanto a sua ação sobre os mastócitos, eosinófilos, basófilos, linfócitos T e B e sobre a produção de imunoglobulinas se mostrou imunossupressora. A ação das células dendríticas e dos linfócitos T reguladores foi estimulada, o que favorece o controle das respostas imunes. Porém, quando observadas em estados patológicos, algumas destas ações podem ser diferentes, o que sugere um efeito equilibrador desta vitamina. Algumas ações da vitamina D diferem entre trabalhos, o que pode ser resultado de variáveis genéticas e do estado de maturação celular. Também foi observado um possível efeito protetor desta vitamina sobre o desenvolvimento de quadros inflamatórios, diabetes mellitus tipo I e aterosclerose. Quanto ao mecanismo de ação da vitamina D, foi observado que todos os efeitos gerados por este hormônio dependem de sua interação com o seu receptor. Este receptor é responsável por interromper vias de sinalização intracelular e por alterar a transcrição e repressão genética. A atuação da vitamina D sobre o sistema imune pode ser de estimulação ou inibição. Devido aos seus efeitos, a sua dosagem e suplementação podem ser relevantes para o acompanhamento de doenças infecciosas, autoimunes e alergias. Apesar de algumas ações não estarem completamente estabelecidas, a manutenção da suficiência da vitamina D não se caracteriza como um risco. Mais estudos são necessários para compreender melhor todos os aspectos desta imunomodulação e para estabelecer diretrizes para o uso terapêutico e clínico desta vitamina sobre desordens imunológicas.","abstract_html":"A vitamina D é um hormônio sintetizado no corpo humano a partir da exposição à luz solar. Sua função mais conhecida é a regulação dos níveis séricos de cálcio e fósforo e, portanto, contribui para a manutenção dos ossos. Contudo, ela apresenta outras funções, como a regulação do sistema imunológico. Este trabalho tem como objetivo mostrar, através de uma revisão narrativa da literatura, a ação desta vitamina sobre as principais células e moléculas do sistema imune e avaliar, quando possível, os mecanismos moleculares envolvidos nesta modulação. Os artigos aqui revisados foram extraídos da base de dados MEDLINE, utilizando-se a combinação do descritor “vitamin D” com descritores relacionados às células e moléculas consideradas nesta revisão. 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