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Desse modo, este trabalho teve como objetivo verificar o efeito crônico do treinamento de flexibilidade sobre o controle postural de idosas praticantes de hidroginástica participantes do projeto Prev-Quedas. A amostra foi composta por idosas participantes somente da hidroginástica, selecionadas de forma não probabilística, atendendo aos critérios de elegibilidade. Foram formados dois grupos: o grupo intervenção (GI) composto por 25 idosas que participaram de um programa com exercícios de flexibilidade, além da hidroginástica e o grupo controle (GC), formado por 21 idosas que realizaram apenas a hidroginástica. As idosas foram submetidas às avaliações: antropométrica, da capacidade cognitiva, da força de preensão manual, do controle postural e da amplitude articular máxima. O tratamento estatístico foi feito por meio do software BIOESTAT. 5.2. Foram aplicados testes de comparação e correlação inter e intragrupos. Para analisar a distribuição dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk com o objetivo de designar testes paramétricos e não paramétricos para cada ocasião. Nas comparações foram utilizados os testes t de Student para amostras dependentes e independentes não paramétricas, Mann-Whitney para as independentes paramétricas e Wilcoxon para as amostras dependentes não paramétricas. Para correlacionar os dados foram utilizados o teste de correlação de Pearson para as amostras paramétricas e Spearman para não paramétricas. O nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. Os resultados revelaram que o treinamento de flexibilidade associado à prática da hidroginástica, apesar de promoverem aumento na amplitude articular, não acarretou resultados positivos significativos nos indicadores de controle postural em idosas participantes do projeto Prev-Quedas. O grupo controle apresentou melhora significativa da velocidade média, deslocamento total do COP no eixo ântero-posterior, além da capacidade de alcance lateral para ambos os lados e uma redução no tempo de permanência em apoio unipodal. Não foram encontradas correlações significativas entre os valores de Δ goniométricos com aqueles referentes aos testes de controle postural para ambos os grupos. Portanto, o treinamento de flexibilidade associado à prática da hidroginástica não acarretou resultados significativos nos indicadores de controle postural em idosas, embora tenha promovido aumento da amplitude articular máxima nas articulações do quadril e tornozelo. As descobertas expostas sugerem a elaboração de estudos transversais ou longitudinais que abordem o efeito de um programa de exercícios de flexibilidade sobre o controle postural em idosas ativas para contribuir com futuras discussões sobre essa temática","abstract_html":"O processo de envelhecimento acarreta uma série de mudanças anatômicas, fisiológicas, biomecânicas, psicológicas, afetivas e sociais. Essas alterações podem levar ao comprometimento da execução das atividades cotidianas e aumentar o risco de acidentes por queda. Atualmente, a queda no idoso é um episódio preocupante devido à alta incidência e suas consequências, afetando sua qualidade de vida. Entre os diversos fatores de risco, a debilidade do sistema de controle postural e a perda da flexibilidade foram escolhidas para estudo devido à possível relação entre eles. 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As idosas foram submetidas às avaliações: antropométrica, da capacidade cognitiva, da força de preensão manual, do controle postural e da amplitude articular máxima. O tratamento estatístico foi feito por meio do software BIOESTAT. 5.2. Foram aplicados testes de comparação e correlação inter e intragrupos. Para analisar a distribuição dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk com o objetivo de designar testes paramétricos e não paramétricos para cada ocasião. Nas comparações foram utilizados os testes t de Student para amostras dependentes e independentes não paramétricas, Mann-Whitney para as independentes paramétricas e Wilcoxon para as amostras dependentes não paramétricas. Para correlacionar os dados foram utilizados o teste de correlação de Pearson para as amostras paramétricas e Spearman para não paramétricas. O nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. 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