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O presente estudo tem por objetivo verificar, comparar e analisar dados publicados, em periódicos, acerca dos MRA em mortos encefálicos, avaliando as variáveis associadas a esta ocorrência. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática de estudos prospectivos e retrospectivos. Realizada busca eletrônica, resultando em 510 artigos, dos quais 9 preenchiam os critérios de inclusão. Foram excluídos 3 artigos; 2 foram excluídos por serem parte de outro artigo incluído e 1, por não abordar o tema desta revisão. São escassos os estudos que busquem avaliar possíveis fatores associados ao surgimento de MRA. Os estudos existentes possuem grandes diferenças metodológicas, o que impede a combinação dos resultados em uma metanálise, tornando-se uma grande limitação desta revisão. O tempo decorrido do diagnóstico de ME é o fator com maior evidência de estar relacionado ao surgimento de MRA. Lesão focal e pressão arterial também se correlacionaram com a presença de MRA. Estima-se que MRA estejam presentes em 39,09% dos casos de Morte Encefálica. O tipo mais comum de movimento parece ocorrer em dedos, principalmente, em pés. Novos estudos devem ser realizados para avaliar possíveis variáveis associadas ao surgimento de MRA em mortos encefálicos.","abstract_html":"A morte encefálica (ME) é definida como a “perda irreversível de todas as funções do cérebro, incluindo tronco encefálico”. Movimentos reflexos e automáticos podem estar presentes em casos de ME e não excluem o seu diagnóstico, porém podem provocar atrasos no diagnóstico, interpretações erradas pelos profissionais de saúde, além de gerar desconfianças nos familiares. O estudo de revisão existente sobre o tema não analisa possíveis variáveis associadas ao surgimento de movimentos reflexos ou automáticos (MRA). 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