{"id":{"repo_id":"brazil-ufba","oai_identifier":"oai:repositorio.ufba.br:ri/34616"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufba/oai:repositorio.ufba.br:ri/34616","repository":{"repo_id":"brazil-ufba","name":"Brazil UFBA","base_url":"https://repositorio.ufba.br/oai/request"},"display":{"title":"A Etnocenologia no Brasil e suas espetacularidades: encruzilhadas metodológicas e teóricas","abstract":"Este trabalho é, poeticamente, uma carta ao professor Armindo Bião, despachada na encruzilhada Etnocenologia da academia, da vida e da arte. Sua construção entrelaça a trajetória do autor – em suas perspectivas metodológicas e teóricas, artísticas e docentes – à produção epistemológica sobre a Etnocenologia no Brasil. Apresenta uma leitura particular do legado deixado por Bião, adotado como principal referência, a partir da qual são elaborados diálogos com distintos campos do saber, dentro e fora das Artes Cênicas. Coteja-se a produção teórica do Grupo de Trabalho (GT) de Etnocenologia na Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (ABRACE), entre os anos de 2008 e 2018, como reveladora de trilhas. Essa investigação descortina outras fontes bibliográficas, como teses, dissertações, artigos e ensaios publicados em periódicos e livros de norte a sul do Brasil. Percebe-se, assim, a necessidade de se pensar, tensionar, questionar e ampliar as principais noções teóricas e metodológicas da Etnocenologia no país, uma vez que esta perspectiva transdisciplinar adquiriu contornos próprios em solo brasileiro e anseia por novas trilhas no contexto da pesquisa em Artes Cênicas. A noção de encruzilhada, de Leda Maria Martins (1997), é adotada como fio condutor das reflexões que aqui se apresentam, distribuídas em quatro locus tangenciais: históricos, metodológicos, do corpo espetacular e das espetacularidades, cuja apreciação pode se dar na ordem em que se apresentam ou de modo independente. Reflete-se sobre o provável contexto histórico da Etnocenologia na esteira das etnociências, bem como da necessidade de se evidenciar a importância das discussões étnicas nos dias atuais. Examina-se o diálogo da Etnocenologia com a etnopesquisa crítica (MACEDO, 2010), a partir de cruzamentos preexistentes, e com a Prática Como Pesquisa (PCP), como um sintoma das pesquisas em Artes Cênicas no Brasil e no mundo. Busca-se esgarçar a noção de skène, de modo a compreender sua importância na identificação do campo de estudos da Etnocenologia, não mais contemplado pelas Práticas e Comportamentos Humanos Espetaculares Organizados. Entende-se, como encruzilhada epistemológica da Etnocenologia, os estudos das espetacularidades sob perspectivas culturais e estéticas. A noção de espetacularidade é percebida como principal operador de leitura da Etnocenologia, tendo seu desdobramento em três subconjuntos (substantivamente, adjetivamente e adverbialmente espetacular) – foco de uma análise pormenorizada – impondo-se sobre a noção de teatralidade.","abstract_html":"Este trabalho é, poeticamente, uma carta ao professor Armindo Bião, despachada na encruzilhada Etnocenologia da academia, da vida e da arte. Sua construção entrelaça a trajetória do autor – em suas perspectivas metodológicas e teóricas, artísticas e docentes – à produção epistemológica sobre a Etnocenologia no Brasil. Apresenta uma leitura particular do legado deixado por Bião, adotado como principal referência, a partir da qual são elaborados diálogos com distintos campos do saber, dentro e fora das Artes Cênicas. 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