Abstract
dc:description.abstractDesenvolveu-se, no Brasil, uma tendência de emprego do verbo ir – deveras curioso – em várias centrais de relacionamento com o cliente. Identificado como “gerundismo”, isto é, uma estrutura iniciada pelo próprio verbo ir em forma finita do presente do indicativo + o verbo estar no infinitivo + o gerúndio de outro verbo, considerada impertinente, até mesmo, indesejável, por parte dos falantes das chamadas normas cultas e, sobretudo, pelos gramáticos normativistas. Partindo-se da hipótese de que não se trata de um fenômeno exclusivo aos profissionais que trabalham nesses ambientes, ou seja, aos operadores de teleatendimento, buscou-se investigar esse fenômeno, tendo por suporte metodológico o Corpus do Português, base de dados de 45 milhões de palavras, disponibilizado na Internet. No intuito de reafirmar uma suspeita inicial de que o “gerundismo” vem co-ocorrendo com as perífrases sintéticas do verbo estar + gerúndio, foi criado, para a pesquisa, um corpus de controle, extraído de entrevistas publicadas nos jornais A Tarde Online e Correio da Bahia Online, ambos da cidade de Salvador, no estado da Bahia. Verificou-se que não é o gerundismo um fenômeno novo, mas patente desde cedo na língua portuguesa, conquanto sua freqüência tenha se ampliado sobremaneira a partir do século XX.
Degree
thesis:*- Grantor
- Instituto de Letras
- Year dc:date.issued
- 2021
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Serafim, Rafael Tairone Sauan Luz
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Machado Filho, Américo Venâncio Lopes
Subjects
dc:subject × 4Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32607
- OAI identifier oai:identifier
- oai:repositorio.ufba.br:ri/32607