{"id":{"repo_id":"brazil-ufba","oai_identifier":"oai:repositorio.ufba.br:ri/31845"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufba/oai:repositorio.ufba.br:ri/31845","repository":{"repo_id":"brazil-ufba","name":"Brazil UFBA","base_url":"https://repositorio.ufba.br/oai/request"},"display":{"title":"Hôxwa e Llamichu: jogos cômico-críticos para o ensino de teatro e das histórias e culturas indígenas","abstract":"Nesta pesquisa, compartilho a composição de jogos cômico-críticos para o ensino de teatro e das histórias e culturas indígenas a partir dos hôxwa, presentes no amjĩkĩn (ritual) Pàrti ou Jàt jõ pĩ (Festa da Batata) junto aos Krahô, que se localizam entre o rio Manoel Alves Grande e o rio Manoel Alves Pequeno, no estado do Tocantins, Brasil; e dos llamichu, presentes na Sequia Tusuy (Festa da Água) junto aos Quechua do distrito de Puquio, capital da província de Lucanas, do departamento de Ayacucho, Peru. O objetivo deste trabalho e dos jogos é problematizar a ausência, fazendo a presença de culturas e seres humanos que foram e continuam sendo mortos, negados, escravizados e subjugados, para que se (re)conheça, a partir das memórias coletivas, do riso e de seus cômicos/as rituais, os saberes compreendidos nos seus imaginários e nas suas lutas sociais. As perguntas que fundamentam a pesquisa são: Qual a importância e os valores intrínsecos ao riso entre os Krahô e os Quechua? O que os/as hôxwa e llamichu podem revelar sobre a atual luta social de seus povos? Como fazer a presença nas escolas, universidades, institutos federais e processos criativos, das histórias e culturas indígenas, pelo viés da comicidade ritual? Em relação à fundamentação teórico-conceitual, o quadro que compõe esta tese se baseia num horizonte plurirreferencial que envolve conceitos e teorias de diferentes disciplinas e áreas de conhecimento distintas, incluindo Arte, Pedagogia, Antropologia e Sociologia. Os depoimentos, entrevistas, artigos e livros dos mestres e mestras indígenas, como Ismael Ahpracti, Roberto Cahxêt, Raquel Rõrcaxa, Maria Rosa Amxôkwỳj , Maria Helena Pokwỳj, Matilde Caxêkwỳj, Renato Yahé, Hilarión Garriazo, Miguel Rivera, Nemesia Ramos Licla, Rosalino Ramos Licla, Alejo Quispe, dentre outros/as, permeiam toda a pesquisa como base teórica fundamental e caminham ao lado dos/as principais autores/as: Silvia Rivera Cusicanqui, Paulo Freire, Rodrigo Montoya, Andres Del Bosque, Ana Gabriela Morim de Lima, Mario Fernando Bolognesi e Francisco Edviges Albuquerque. Em relação à metodologia, classifica-se este trabalho como uma pesquisa narrativa, etnográfica, que se insere no campo das pesquisas qualitativas e se desenvolve com a experiência na pesquisa de campo. Conclui-se que o corpo, canal máximo de expressão dos hôxwa e llamichu, que denuncia, revela e resiste através do riso, é o ponto de partida para fomentar a criticidade, a inventividade e a alegria nas escolas e processos criativos a partir da prática cômica ritual, das histórias, lutas e culturas indígenas.","abstract_html":"Nesta pesquisa, compartilho a composição de jogos cômico-críticos para o ensino de teatro e das histórias e culturas indígenas a partir dos hôxwa, presentes no amjĩkĩn (ritual) Pàrti ou Jàt jõ pĩ (Festa da Batata) junto aos Krahô, que se localizam entre o rio Manoel Alves Grande e o rio Manoel Alves Pequeno, no estado do Tocantins, Brasil; e dos llamichu, presentes na Sequia Tusuy (Festa da Água) junto aos Quechua do distrito de Puquio, capital da província de Lucanas, do departamento de Ayacucho, Peru. 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