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Para a realização do trabalho foram utilizadas estudos partindo do pressuposto teórico das ações comunicativas de Habermas, dos estudos de Pierre Lévy, da coleta de entrevistas e depoimentos informais e pesquisas sociodemográficas, pautadas através de questionários e reflexões realizadas através da observação das relações e interações comunicacionais estabelecidas na rede tanto através das mídias digitais (Facebook, Instagram e grupo de Whatsapp), quanto presencialmente. Com isso, o objetivo foi mensurar e analisar o impacto dessas conexões na vivência da maternidade entre as mulheres que compõem o grupo. Onze das 240 participantes da rede cederam seus depoimentos, nos quais relatam as experiências coletivas e individuais de cada uma com o grupo, a vivência da maternidade enquanto mãe de uma criança autista e a importância da rede de apoio criada e mantida por elas, para tornar possível a compreensão do impacto das relações estabelecidas através da rede, que podem exercer um papel fundamental para a manutenção da saúde mental das mulheres que compõem esse núcleo de convívio, auxiliando tanto na relação com os filhos quanto nas correspondências sociais em geral, além de permitir a circulação do conhecimento em diversos contextos, bem como a interação de mediação entre profissionais especializados na área dos transtornos mentais e as famílias, facilitando o acesso a tratamentos, ampliando a troca de experiências e proporcionando a possibilidade de conviver em um espaço comunitário de apoio mútuo, que propicia a integração social e a formação da identidade individual.","abstract_html":"O presente estudo busca apresentar a importância social e afetiva das redes sociais de apoio na vivência da maternidade atípica, considerando o conceito de rede social (online e off-line) enquanto elemento fundamental da comunicação humana. 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