Faculdade de Direito
A obrigatoriedade na cobertura do tratamento de inseminação artificial nos contratos de planos de saúde brasileiros
Abstract
dc:description.abstractA infertilidade é reconhecida pela a Organização Mundial de Saúde como uma doença do sistema reprodutivo. Estima-se que somente no Brasil exista aproximadamente 278 mil casais inférteis. Desta forma, os casais que não possuem condições fisiológicas para a concretização do sonho de procriar, possuem duas alternativas possíveis, a adoção de crianças ou a utilização de inseminação artificial. Os dois meios são igualmente estimados, porém, possuem cargas emocionais completamente distintas. Ocorre que, quando o casal opta pela inseminação artificial, surge o óbice econômico, visto que se trata de um tratamento de saúde extremamente caro, que acaba limitando a liberdade do casal para a concepção. Neste contexto, o presente estudo tem o escopo de analisar a obrigatoriedade na cobertura do tratamento de inseminação artificial nos contratos de planos de saúde. No que tange a abusividade das cláusulas restritivas que exclui o tratamento de inseminação artificial do rol de procedimentos obrigatórios pelas operadoras de planos de saúde. Entretanto, tal restrição como veremos é abusiva, uma vez que os planos de saúde prestam um serviço de relevância pública e a sua prestação não deverá ficar a bel prazer do mercado de consumo e da saúde financeira da empresa. O direito a procriação não se fundamenta apenas no direito à saúde, o presente trabalho mostrará que este direito se fundamenta no direito constitucional ao planejamento familiar de acordo à luz do art. 226, §7º da Constituição Federal de 1998 e da lei de planejamento familiar que foi criada para a efetivação deste direito. Outro ponto que merece destaque é a inclusão do inciso III, art. 35 - C, na Lei nº 9.656/98, que obrigou as operadoras de planos de saúde custear os tratamentos de inseminação artificial quando se tratar de situações envolvendo o planejamento familiar. Todavia, a ANS editou a resolução normativa nº 428/2017, na qual foi ratificada a exclusão da cobertura do tratamento de inseminação artificial até mesmo para os casos de planejamento familiar.
Degree
thesis:*- Grantor
- Faculdade de Direito
- Year dc:date.issued
- 2018
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Medeiros, Aline Azevedo
- Advisor dc:contributor.advisor
-
- Gomes, Técio Spínola
Subjects
dc:subject × 7Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/26430
- OAI identifier oai:identifier
- oai:repositorio.ufba.br:ri/26430