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Foi utilizada uma estratégia de busca estruturada utilização dos termos Smoking, Smoke, com Tobacco, Pancreatitis, Chronic Pancreatitis e Alcoholic Pancreatitis, com emprego de operadores booleanos específicos nos bancos de dados: SCOPUS, PUBMED e LILACS. Foram incluídos no estudo artigos do tipo coorte em inglês, publicados nos últimos dez anos nos quais foi estudada a associação entre tabagismo e pancreatite crônica. Os artigos foram identificados por títulos e resumos, triados, lidos para definir elegibilidade, analisados quanto à inclusão ou não. Os dados dos artigos incluídos foram analisados através dos critérios de qualidade da iniciativa Strengthening the reporting of observacional studies in epidemiology (“Strobe – Aprimorando a apresentação de resultados de estudos observacionais em epidemiologia”). Cinco artigos satisfizeram os critérios propostos e seus dados foram selecionados e analisados, nestes se verificou que fumar mais que 15 pacotes-ano piora a dor em pacientes com pancreatite crônica e superior a 20 pacotes-ano provoca alterações pancreáticas estruturais e consequente comprometimento da função; fumar mais que 35 pacotes-ano de cigarro é fator de risco significante para o desenvolvimento da PC independente do uso de álcool, e esta relação é dose-dependente. Cessar o tabagismo é fator profilático primário e secundário para pancreatite.","abstract_html":"A pancreatite crônica (PC) é caracterizada como um processo inflamatório do pâncreas, com fibrose e destruição progressiva por necrose/apoptose de células acinares, inflamação e obstrução de canais, levando às insuficiências endócrina e exócrina pancreáticas. O tabagismo foi reportado como fator de risco para a pancreatite crônica em 1982. 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