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A pesquisa utiliza relatos da minha experiência como bailarina e ao mesmo tempo dialoga com relatos de professoras e alunas recolhidos durante o trabalho de campo. A pesquisa preocupa-se em questionar afirmações do senso comum sobre o ballet clássico como seu caráter universal, a necessidade de uma corporalidade homogênea, assim como conceitos de beleza e sensibilidade que são utilizados cotidianamente dentro das aulas de dança. A partir de um diálogo com posturas teóricas da antropologia da dança procura-se entender o contexto no qual este senso comum foi construído. O diálogo entre disciplinas pretende também ressaltar as formas como a dança e seus usos sociais encontram-se inseridas dentro de relações de poder que reproduzem noções de dominação de umas culturas sobre outras. Finalmente, esta pesquisa conclui que mesmo as opiniões das pessoas envolvidas na prática do ballet estejam divididas entre a percepção do ballet como universal e como estranho, o aprendizado do ballet é uma experiência tanto familiar quanto estranha. Por isso, é necessário, rastrear os potenciais políticos e poéticos e reconhecer aprática dentro desta tensão.","abstract_html":"Esta pesquisa pretende criar um diálogo entre as artes cênicas e a antropologia da dança. A partir de um estudo etnográfico em escolas de ballet clássico em Salvador analisam- se as formas como é incorporada a técnica a partir de elementos como os usos da linguagem metafórica e a construção de corporalidades. Metodologicamente a pesquisa retoma conceitos da etnografia e da etnometodologia para analisar descrições e relatos, fazendo ênfase nos sentidos implícitos dentro das formas como se descreve a prática. 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