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Avaliar constantemente os indicadores de atendimento (quantitativos e qualitativos) é etapa indispensável para manter um alto padrão de qualidade e buscar melhorias contínuas. Metodologia: estudo de corte transversal, avaliando pacientes submetidos a alguma intervenção cirúrgica em hospital de esfera pública e natureza administrativa público-privada, referência local em urgência e emergência. Resultados: foram avaliados 1129 pacientes, com mediana de idade de 35 anos (IIQ 21-53), 720 pacientes do sexo masculino (63,8%) e mediana do tempo de internamento de 84 horas (IIQ 41-181). Causas externas estiveram relacionadas ao internamento de 595 pacientes. Foram constatados 78 óbitos intra-hospitalares (6,9%) sendo 06 deles intraoperatórios. Os bairros no entorno do hospital responderam por 45,4% dos pacientes avaliados. Idade avançada e classificação de risco vermelha foram fatores associados a maior mortalidade. Discussão: o perfil dos pacientes cirúrgicos do hospital é compatível com o esperado para serviços similares descritos na literatura. A análise crítica (bem como a comparação com outros serviços da região) dos indicadores de qualidade, incluindo a taxa de mortalidade, é importante para contribuir na evolução da capacidade dos gestores políticos e técnicos em usar os dados estatísticos para efetivamente melhorar a qualidade do atendimento. Conclusão: o perfil dos pacientes cirúrgicos é similar ao descrito na literatura, com predominância de jovens do sexo masculino, hospitalizados devido a lesões por causas externas e não se altera em função da procedência do paciente. A taxa de mortalidade é compatível com séries descritas na literatura para pacientes cirúrgicos em serviços de emergência.","abstract_html":"A política de saúde brasileira vem passando por mudanças profundas nas últimas décadas, com alterações importantes na estrutura e papel do Estado e a implementação do Sistema Único de Saúde (SUS). As modalidades de efetivar a ação em saúde são inúmeras, tanto do nível de complexidade como em seu aspecto gerencial. Definir especialidades ou regiões prioritárias também é uma tarefa árdua diante de tantas carências. A qualidade do atendimento de Saúde no Brasil vem melhorando, mas ainda carece de avanços para assegurar padrões elevados. Avaliar constantemente os indicadores de atendimento (quantitativos e qualitativos) é etapa indispensável para manter um alto padrão de qualidade e buscar melhorias contínuas. 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