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Metodologia: trata-se de uma revisão de literatura incluindo ensaios clínicos avaliando o uso de orlistat, metformina e sibutramina nessa faixa etária, escritos em português, inglês e espanhol, de livre acesso e divulgados a partir de 2000. Resultados: observou-se, através dos 19 artigos referentes ao uso de metformina, sibutramina e orlistat, redução no IMC, colesterol LDL e HDL, triglicérides, na insulinemia, glicemia e aumento da taxa leptina adiponectina (ALR) maiores no grupo de intervenção. Na população que usou metformina e orlistat, observou-se maior freqüência de eventos adversos gastrointestinais. Já nos grupos que usaram sibutramina, houve uma menor redução nos níveis pressóricos e freqüência cardíaca. Com este medicamento foram observadas as seguintes reações adversas: cefaléia, xerostomia, obstipação, equimoses. Discussão: na maioria dos estudos registra-se maior redução do IMC no grupo experimental como principal desfecho observado. Em relação ao aumento da sensibilidade e redução da resistência à insulina, houve resultados contraditórios, a depender do parâmetro utilizado para avaliação. Ao utilizar-se a análise minimal, não se identifica vantagens nessas características com o uso da metformina. Já através dos índices QUICK(Quantitative Insulin Sensitivity Check Index), ISI(Insulin Sensitivity Index) e HOMA(Homeostasis Model of Assessment), observa-se, em alguns estudos, bons resultados. Possivelmente a ALR permita uma melhor avaliação na sensibilidade à insulina. Em relação à sibutramina o decréscimo do IMC e seu efeito benéfico na redução nos níveis pressóricos foram diminuídos pelo aumento da atividade simpática decorrente do uso desse medicamento. Quanto ao uso do orlistat observou-se redução da absorção de gordura relacionado com menor absorção de vitaminas lipossolúveis, tais como a vitamina D e possivelmente de outros nutrientes. No entanto, não houve comprometimento do crescimento estatural dos pacientes tratados com esta droga. Conclusão: O uso de orlistat ou metformina ou sibutramina associado à mudança no estilo de vida contribui para redução ponderal, no entanto, não sabemos se isto é mantido em longo prazo. Alguns estudos relataram melhora no perfil glicêmico e lipídico na população pediátrica. No entanto, há necessidade de novos estudos analisando função hepática, renal e eventos adversos relacionados ao uso de tais medicamentos.","abstract_html":"Introdução: estudos recentes apontam para o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Essa população torna-se mais exposta ao risco de desenvolver diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças ortopédicas, SAHOS, dentre outras comorbidades. Objetivo: avaliar a efetividade do tratamento medicamentoso em crianças e adolescentes obesos. 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