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Universidade de Brasília

Avaliação da funcionalidade do membro superior ipsilateral à lesão em indivíduos com acidente vascular encefálico na fase aguda

Abstract

dc:description.abstract

Introdução: O acidente vascular encefálico (AVE) é uma importante causa de morbimortalidade no mundo. No Brasil é considerado a primeira causa de morte por doenças cardiovasculares. A hemiparesia contralateral à lesão é um dos sinais clínicos mais comuns da doença. O lado ipsilateral à lesão, apesar de ser considerado normal, pode apresentar déficit funcional. É consenso que 15 a 20% das fibras do trato corticoespinhal não cruzam nas pirâmides bulbares e que o lado ipsilateral à lesão de pacientes portadores de AVE apresenta déficit funcional. Existem poucas pesquisas quantificando esses déficits na fase aguda. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar os déficits sensoriomotores do hemicorpo ipsilateral à lesão em pacientes portadores de AVE na fase aguda. Método: Trata-se de um estudo transversal analítico realizado em pacientes internados em um serviço de neurologia de um hospital público do Distrito Federal. Foram aferidas as seguintes variáveis do membro superior ipsilateral (MSI) à lesão: Força de pinça polpa-a-polpa (FPPP), força de preensão palmar (FPP), sensibilidade tátil (ST), destreza manual (DM) e funcionalidade do membro superior contralateral (MSC) à lesão. Os participantes do grupo controle foram submetidos ao mesmo protocolo de avaliação. Resultados: Em relação à FPP, foram obtidos os seguintes resultados: Média da FPP nos casos = 27,7 kgf + 9,9 e média da FPP nos controles = 37,4 kgf + 11,5. Essa diferença foi estatisticamente significativa (p = 0,001; IC = 95%). A média da FPPP foi maior no grupo controle. A média desta variável entre os casos foi 14,3 kgf + 5,0. Nos controles a média foi 18,7 kgf + 6,6. Essa diferença foi estatisticamente significativa (p = 0,004; IC = 95%). Quanto à DM, os pacientes mobilizaram uma média de 39,56 blocos/ min +11 e o grupo controle 68,66 +10 blocos / min. A média da DM foi maior no grupo controle, indicando que há diferença estatisticamente significativa (p = 0,001; IC = 95%) da DM entre os grupos caso e controle. Em relação a ST, apenas 25% (n=8) dos pacientes apresentaram alguma alteração, seja em maior ou menor grau. Com relação à severidade da lesão do MSC, foram consideradas: grave 62,5% (n=20); moderada e leve 34,37% (n=11) e déficit mínimo 3,13% (n=1). Foram consultados alguns estudos onde os pacientes apresentaram os seguintes resultados: (a) FPP = 30,9 kgf +11; (b) FPP = 29,36 kgf + 12,94. Essas médias foram maiores do que no presente trabalho: FPP = 27,7 + 9,9. Conclusão: No presente estudo, a FPP, a FPPP, a ST e a DM ipsilaterais de indivíduos com AVE na fase aguda foi inferior às dos controles. Os achados ainda indicam a necessidade de ampliação da atenção terapêutica ao lado considerado normal. Sugere-se novas pesquisas que envolvam a reabilitação do lado ipsilateral, principalmente na fase aguda do AVE. _______________________________________________________________________________ ABSTRACT

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Quadros, Nadja Nara Camacam de Lima
Advisor dc:contributor.advisor
  • Moreira, Demóstenes

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • Acesso Aberto
Language dc:language.iso
Português

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http://repositorio.unb.br/handle/10482/7009

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Universidade de Brasília
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repositorio2.unb.br/oai/request
Last updated
2026-08-21
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Quadros, Nadja Nara Camacam de Lima. Avaliação da funcionalidade do membro superior ipsilateral à lesão em indivíduos com acidente vascular encefálico na fase aguda. 2011. http://repositorio.unb.br/handle/10482/7009