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No contexto de uma pesquisa interseccional entre história da arte e historicização de processos museológicos, abordamos a insuficiência dos métodos tradicionais de documentação museológica, ainda amplamente ligados a tradições do século passado, para abordar a complexidade e a evolução das práticas artísticas contemporâneas. Partindo da formação dos acervos públicos de arte da cidade de Brasília até a década de 1990, e da remontagem da obra O Beijo, de Ana Maria Tavares, durante a reabertura do Museu de Arte de Brasília (MAB) em 2021, este estudo busca desenvolver um arcabouço técnicointerpretativo para provocar os processos de documentação museológica em arte contemporânea, incentivando a atualização das operações institucionais de classificação, pesquisa, conservação, ativação e interpretação em consonância com o fazer artístico. Utilizando uma abordagem qualitativa e investigativa, esta pesquisa combina revisão bibliográfica, levantamento documental e o contato com a artista para analisar a relação entre os processos da documentação museológica e o fazer da arte contemporânea. O objetivo, portanto, é orientar processos de arquivamento e desarquivamento da obra, considerando seus aspectos técnico, estético e poético. Ao cruzar informações institucionais com as perspectivas da artista, esta pesquisa oferece uma proposta experimental para a documentação da obra como potência comunicativa dotada de criatividade, capaz de abrir campos de experimentação e pesquisa para o fazer museológico contemporâneo enquanto uma interação profícua com o fazer artístico e seus desdobramentos futuros.","abstract_html":"Esta dissertação tem como tema o processo de ativação e interpretação de obras de arte contemporânea, tendo como objeto de estudo a investigação acerca da necessidade de atualizações nos instrumentos museológicos que atuam diretamente com esses procedimentos, concentrando-se em seus processos institucionais. 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