{"id":{"repo_id":"brasilia","oai_identifier":"oai:repositorio.unb.br:10482/52318"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brasilia/oai:repositorio.unb.br:10482/52318","repository":{"repo_id":"brasilia","name":"Universidade de Brasília","base_url":"http://repositorio2.unb.br/oai/request"},"display":{"title":"Percepção social da desigualdade de renda no Brasil","abstract":"A desigualdade brasileira é fato constatado em inúmeros estudos. O país é um dos mais desiguais do mundo em todas as suas dimensões, com uma concentração de renda e riqueza acentuada e persistente ao longo da sua história. Dado que toda desigualdade econômica é também política, existem diversos mecanismos que mantêm e justificam seus níveis. Um deles é a forma como as pessoas enxergam essa desigualdade. A percepção social pode ser moldada por diversos elementos materiais da realidade, mas também por aspectos culturais, simbólicos, contextuais e ideológicos. A forma como as pessoas enxergam a desigualdade que as cerca pode influenciar no apoio a medidas para sua manutenção, redução ou extinção. Na história recente, o Brasil passou por importantes transformações sociais, políticas e econômicas, que levaram a uma variação em seus níveis de desigualdade de renda. Por essa razão, esta pesquisa buscou compreender de que forma a sociedade percebe esse tipo de desigualdade, no período de 1997 a 2020, e que elementos conformam essa percepção. Partiu-se do pressuposto de que a percepção social da desigualdade de renda no Brasil, ao longo do tempo, é influenciada não apenas pelas variações objetivas dessa desigualdade, mas também por fatores contextuais, políticos e ideológicos. Para tanto, foi feita uma pesquisa de natureza quantitativa, na qual foi realizada uma análise descritiva dos dados secundários do Latinobarômetro e outra abordagem explicativa da correlação entre a desigualdade de renda objetiva e a percepção subjetiva dessa desigualdade. Além disso, foram construídos modelos multiníveis lineares para analisar as variáveis selecionadas em vários níveis de agregação. Em todas as interpretações, buscou-se fazer uma análise histórico-dialética, contextualizando os dados em sua conjuntura social, econômica e política. Assim, conclui-se que o comportamento da percepção da desigualdade de renda no Brasil é determinado parcialmente pelas variações no nível objetivo dessa desigualdade ao longo da série histórica analisada. No entanto, os dados mostraram que há uma correspondência muito significativa em uma análise a nível regional, isto é, mudanças nos níveis objetivos da distribuição de renda, por região geográfica, influenciam substancialmente a percepção que as pessoas têm sobre esse tipo de desigualdade. Ademais, fatores sociodemográficos, como: a idade, o nível educacional e o estado civil, interferem na percepção social sobre a desigualdade de renda, assim como o fato de não possuir uma religião e a região de residência das pessoas. De outro modo, os aspectos socioeconômicos, políticos, culturais e ideológicos também podem influir na percepção de diferentes grupos sociais.","abstract_html":"A desigualdade brasileira é fato constatado em inúmeros estudos. O país é um dos mais desiguais do mundo em todas as suas dimensões, com uma concentração de renda e riqueza acentuada e persistente ao longo da sua história. Dado que toda desigualdade econômica é também política, existem diversos mecanismos que mantêm e justificam seus níveis. Um deles é a forma como as pessoas enxergam essa desigualdade. A percepção social pode ser moldada por diversos elementos materiais da realidade, mas também por aspectos culturais, simbólicos, contextuais e ideológicos. A forma como as pessoas enxergam a desigualdade que as cerca pode influenciar no apoio a medidas para sua manutenção, redução ou extinção. Na história recente, o Brasil passou por importantes transformações sociais, políticas e econômicas, que levaram a uma variação em seus níveis de desigualdade de renda. Por essa razão, esta pesquisa buscou compreender de que forma a sociedade percebe esse tipo de desigualdade, no período de 1997 a 2020, e que elementos conformam essa percepção. Partiu-se do pressuposto de que a percepção social da desigualdade de renda no Brasil, ao longo do tempo, é influenciada não apenas pelas variações objetivas dessa desigualdade, mas também por fatores contextuais, políticos e ideológicos. Para tanto, foi feita uma pesquisa de natureza quantitativa, na qual foi realizada uma análise descritiva dos dados secundários do Latinobarômetro e outra abordagem explicativa da correlação entre a desigualdade de renda objetiva e a percepção subjetiva dessa desigualdade. 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