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Ao buscar por instrumentos psicométricos específicos para avaliar as representações de desigualdade econômica, não se identificaram escalas disponíveis. Por isso, a presente pesquisa buscou construir e apresentar evidências de validade de uma escala focada em representações mentais de desigualdade econômica. No Estudo 1, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com o objetivo de descrever de que maneira manifestações econômicas, culturais e sociais são empregadas para representar a disparidade econômica. A partir dessas, observou-se que as classes categorizaram a desigualdade de maneira distinta. No Estudo 2, foi construída uma escala psicométrica para padronizar as representações mentais de desigualdade, avaliando o seu conteúdo e a sua estrutura. Nessa etapa, os itens foram reduzidos e foi encontrada uma estrutura bifatorial para o instrumento. Entretanto, a amostra era de alta escolaridade e alta renda, por isso, foi realizada uma nova coleta. O Estudo 3 foi conduzido para replicar a estrutura de dois fatores observada no Estudo 2, mas com uma amostra maior. Adicionalmente, foi identificada a rede nomológica para as representações mentais e o poder preditivo do instrumento para prever o apoio à desigualdade. Os três estudos demonstram como as pessoas podem classificar as manifestações de desigualdade de maneiras diversas, ponto importante quando se busca entender as diferenças no julgamento da desigualdade.","abstract_html":"De acordo com pesquisas recentes, as pessoas conseguem perceber com mais facilidade a desigualdade quando expostas a exemplos concretos do cotidiano, em comparação com quando são questionadas sobre a diferença de renda mensal. Contudo, a interpretação dessas informações pode variar conforme a vivência de cada indivíduo. 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