Universidade de Brasília
Memória de reconhecimento em micos-estrela (Callithrix penicillata) e macacos-prego (Sapajus spp.) no novo Teste de Reconhecimento Espontâneo de Objetos com sessões contínuas
Abstract
dc:description.abstractA memória de reconhecimento é a capacidade de julgar se um estímulo é familiar ou novo. É fundamental para a aquisição de novas informações e o planejamento de comportamentos futuros. Compreender a base neural da memória de reconhecimento ainda depende muito da pesquisa em animais, sendo o teste de Reconhecimento Espontâneo de Objetos (REO) o procedimento mais empregado atualmente. Esse teste é geralmente realizado uma única vez, podendo ser influenciado por vários fatores que geram variabilidade na resposta. Por isso, uma nova abordagem vem sendo desenvolvida em roedores, baseada em sessões contínuas que permite obter um efeito significativo usando menos animais. O objetivo do presente estudo foi adaptar o teste REO com sessões contínuas para primatas não-humanos (PNH), comparando o desempenho de macacos-prego (Sapajus spp.) e micos-estrela (Callithrix penicillata) adultos, os quais apresentam elevada habilidade cognitiva e grande potencial como modelo animal em estudos translacionais sobre memória. Cada sujeito foi submetido individualmente a uma sequência de oito testes de REO, realizados de forma consecutiva e em intervalos de 2 min. Cada teste individual consistiu em uma sessão treino de 5 min, com dois objetos idênticos, seguida de um intervalo de retenção de 2 min e depois uma sessão teste de 5 min. Na sessão teste, um dos itens foi substituído por um objeto novo. Durante as sessões teste, tanto os micos, quanto os macacos-prego passaram mais tempo explorando o objeto novo que o familiar, um indicativo de uma memória de reconhecimento nesse teste. Ao longo dos oito testes de REO também houve um aumento gradual e constante da exploração dos objetos. Assim, ao final do procedimento, o desempenho baseado em dados cumulativos de exploração diminuiu a variabilidade interindividual. Além disso, para ambas as espécies, os resultados não foram influenciados por alterações na locomoção ou motivação (exploração total), uma vez que esses parâmetros permaneceram constantes entre as sessões treino e teste, e ao longo dos testes realizados. O desempenho também não estava relacionado ao nível de exploração no treino, tampouco a locomoção durante a sessão teste. Portanto, o uso de sessões contínuas no teste de REO demonstrou ser um procedimento eficaz para avaliar a memória de reconhecimento em PNH, gerando menos variabilidade na atividade exploratória espontânea.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Evangelista, Nathalia Cristinah Lima
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Barros, Marília
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://repositorio.unb.br/handle/10482/50141