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O objetivo desse trabalho foi avaliar o perfil de susceptibilidade e mecanismos moleculares de resistência à polimixina em 152 cepas de K. pneumoniae, a maioria (95,4%) resistente a carbapenens, isoladas em hospitais de Brasília (Distrito Federal) no período de janeiro de 2014 a novembro de 2016. A concentração inibitória mínima (CIM) para polimixina B foi determinada por microdiluição. A presença de alelos de mcr (1 a 4) e a integridade do fragmento de amplificação de mgrB foram testadas em todas as cepas. Ensaios de sequenciamento genético foram realizados para identificar ISs que rompiam mgrB e definir tipos de sequências (STs) e complexos clonais (CC). O gene mcr-1 foi detectado em quatro (4,3 %) dos isolados KpRCP (n = 94). Os genes mcr-2, mcr-3, mcr-4 não foram detectados em nenhum isolado. Inserções no gene mgrB foram detectadas em 52 dos 94 isolados resistentes à polimixina com predomínio da sequência de inserção IS903 (30%) da família IS5. Entre as cepas de KpRCP predominaram os complexos clonais 258 (42%) e 2703 (25%). Foi detectada a emergência de cepas de KpRCP de ST2703 e genótipo blaNDM+-mgrB","abstract_html":"Cepas de Klebsiella pneumoniae resistentes a carbapenem (KpRC) têm sido reportadas mundialmente limitando as opções de antibioticoterapia. Neste cenário, polimixinas figuram como drogas de último recurso para tratamento de infecções causadas por KpRC. Não obstante, isolados de KpRC resistentes à polimixina (KpRCP) têm emergido com a aquisição de genes mcr ou mutações em mgrB produzidas por sequências de inserção (IS). O objetivo desse trabalho foi avaliar o perfil de susceptibilidade e mecanismos moleculares de resistência à polimixina em 152 cepas de K. pneumoniae, a maioria (95,4%) resistente a carbapenens, isoladas em hospitais de Brasília (Distrito Federal) no período de janeiro de 2014 a novembro de 2016. A concentração inibitória mínima (CIM) para polimixina B foi determinada por microdiluição. 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