Universidade de Brasília
Avaliação da inteligibilidade da fala do professor disfônico por estudantes do quarto ano do ensino fundamental
Abstract
dc:description.abstractIntrodução: Dentre os profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho, os professores são os que mais vivenciam mudanças ao longo de sua carreira. Objetivo: Verificar se a disfonia em três graus diferentes pode comprometer a inteligibilidade de fala de professores em sala de aula. Método: Ao todo, 39 alunos, idade média de 10 anos, selecionados aleatoriamente em uma escola pública do Distrito Federal, realizaram em uma sala de aula, uma tarefa de transcrição de 20 sentenças faladas por quatro vozes femininas distintas, sendo uma com voz controle (normal), outra com disfonia leve, uma com disfonia moderada e outra com disfonia severa. Nenhuma delas apresentava alteração de fluência ou articulação nem alterações neurológicas. As sentenças foram gravadas previamente em cabine tratada acusticamente, com um microfone em pedestal a 5 cm de distância da boca do emissor. Para a gravação das vozes testadas, a fonoaudióloga responsável pelo experimento falava a sentença para em seguida ser repetida pelo falante conforme o modelo dado. Esse processo visou manter um padrão mais parecido de fala das vozes testadas. Cada voz gravou 5 sentenças diferentes, balanceadas foneticamente e com número de palavras equivalentes. Os estudantes incluídos no estudo apresentaram testes audiométricos normais e passaram em testes processamento auditivo, teste de memória sequencial para sons verbais normal e não apresentavam alterações neurológicas ou motoras nem distúrbios de aprendizagem, de fala ou linguagem. Também foi levado em conta o sucesso acadêmico. Para o experimento, um alto- falante foi posicionado a frente da sala de aula, a 1 m da parede e a 1 m do chão, e os estudantes foram distribuídos aleatoriamente pelos assentos da sala de aula. Em seguida após ouvir cada sentença era dado um tempo para a transcrição da mesma por cada estudante. Resultados: A ocorrência de erros foi maior nas vozes com disfonia modera e severa onde foi encontrada diferença significativa (p≤0,003), mostrando que as vozes com disfonia moderada e severa foram menos inteligíveis do que a voz normal (voz controle). Não foi encontrada diferença entre a voz normal e a voz disfônica leve. A análise de regressão logística binária também mostrou que os alunos tiveram 2,55 vezes chance de errar com voz disfônica moderada (p≤0,011), e que essa chance foi 3,06 vezes maior para voz disfônica grave (p≤0,002) quando comparada à voz normal (voz de controle). Conclusão: A disfonia moderada e severa nas vozes de professores interfere na inteligibilidade dos estudantes, e quanto maior o grau da disfonia do professor, maior a chance do estudante cometer erros de inteligibilidade.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Oliveira, Glauce Mara Gomes Ferreira
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Sampaio, André Luiz Lopes
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- Português
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://repositorio.unb.br/handle/10482/42545