Universidade de Brasília
“Sentir que meu trabalho pode impactar positivamente a vida dos cidadãos” : práticas gerenciais e percepções de qualidade de vida no trabalho, bem-estar e mal-estar no trabalho do gestor público federal
Abstract
dc:description.abstractQualidade de Vida no Trabalho (QVT) está no foco do planejamento das organizações por produzir impactos sociais e econômicos e quando analisada sob a perspectiva das práticas gerenciais nos organismos públicos pode-se elucidar mais a sua dinâmica e influência no setor terciário estatal. O objetivo geral do estudo é analisar a relação entre as práticas gerenciais e as percepções de QVT, bem-estar e mal-estar no trabalho de gestores de uma instituição pública brasileira. Além dos objetivos específicos de descrever as características do contexto geral de trabalho, compreender como os gestores caracterizam sua autoavaliação, mapear as fontes de bem-estar e mal-estar no trabalho e caracterizar as percepções das práticas eficientes e ineficientes de gestão. Esta dissertação foi organizada sob a forma de coletânea de dois artigos. Com base na abordagem teórico-metodológica da Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho (EAA_QVT), utilizou-se o Inventário de Práticas Gerenciais e Qualidade de Vida no Trabalho (IPG_Pró-QVT). Participaram 289 gestores, correspondendo a 35,63% do efetivo institucional, 42,6% do sexo masculino, idade média de 43,62 anos, 45% da área administrativa e com média de 14,36 anos de serviço público. Encontrou-se diferença significativa entre a escala de heteroavaliação e da autoavaliação (p<0,005). O fator reconhecimento e crescimento profissional (M=5,37) e o fator organização do trabalho (M=5,48) foram os mais críticos na escala do contexto de trabalho e as relações socioprofissionais (M=6,03) a de melhor percepção. Na escala de autoavaliação, a QVT foi percebida globalmente positiva. Na parte de perguntas abertas, encontrou-se que as principais fontes de bem-estar no trabalho foram: relações socioprofissionais harmoniosas, realização profissional, oportunidade de crescimento, gestão prazerosa e sentimento de utilidade social. As fontes geradoras de mal-estar no trabalho foram: injustiça, falta de autonomia e reconhecimento institucional, desmotivação da equipe, organização de trabalho inflexível e condições de trabalho pouco adequadas. Reportando-se as práticas mais eficazes de gestão, encontrou-se: abertura ao diálogo e escuta, reconhecimento, justiça, comunicação e acesso às chefias e as práticas menos eficazes foram: desvalorização, centralização, gestão ineficiente, intransigência, autoritarismo e falta de comunicação. Os resultados direcionam para a relação paradoxal e ambígua nas percepções dos gestores sobre QVT, se por um lado avaliam o contexto geral com coexistência de mal e bem-estar no trabalho, por outro lado auto avaliam suas práticas de gestão com menos crítica e percebendo a QVT positivamente. É decisão estratégica para o setor público a formulação de políticas promotoras de saúde, bem-estar nas organizações e eficiência.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Barretto, Rosana Miranda
- Advisor dc:contributor.advisor
-
- Ferreira, Mário César
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- Português