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Uma lesão de nível torácica ou mais baixa torna a pessoa paraplégica, e uma lesão de nível cervical torna a pessoa tetraplégica. Além disso, essa condição pode acarretar incontinência urinária, perda de densidade óssea, disfunções sexuais e depressão. Além de fisioterapia tradicional, existem outras técnicas utilizadas na reabilitação. Entre elas, estimulação elétrica funcional possui a vantagem de potencializar a plasticidade do sistema nervoso ao estimular, simultaneamente, fibras nervosas aferentes e eferentes. Este trabalho estuda o uso dessa técnica para estimular membros inferiores de indivíduos para ciclismo em um contexto de reabilitação e esporte. São realizado testes com diferentes estratégias de controle e seus resultados são comparados entre si e com a literatura. Os resultados dos testes mostram que o controle em malha fechada com um controlador PI e uma segunda malha de controle que se adequa à cadência da pedalada proporciona um exercício que pode demorar mais de 5 minutos. Conclui-se que a estimulação elétrica, aliada à estratégias de controle em malha fechada, é uma tecnologia promissora para a reabilitação e prática de ciclismo em indivíduos com lesão medular.","abstract_html":"O sistema nervoso é responsável por grande parte das funções do corpo humano. Ele pode ser dividido em sistema nervoso central e sistema nervoso periférico. O sistema nervoso central compreende o encéfalo e a medula espinhal. Uma lesão na medula espinhal, seja ela traumática ou não, pode causar rompimento dos nervos e interrupção dos caminhos neurais. Se isso acontecer, todas as funções abaixo do nível da lesão serão parcial ou totalmente comprometidas. Uma das consequências mais evidentes de lesão medular é a perda da função motora. 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