Universidade de Brasília
Desempenho agronômico, diversidade genética e reação de genótipos de maracujazeiro às doenças em campo e casa de vegetação no Distrito Federal
Abstract
dc:description.abstractO maracujazeiro representa uma importante frutífera para o Brasil. Entretanto, a expansão da cultura tem enfrentado problemas como a escassez de bons materiais e o manejo inadequado, que restringem o aumento da produção ao ocasionarem baixo rendimento e qualidade dos frutos. Esse trabalho teve como objetivo o estudo da diversidade genética, a avaliação agronômica, bem como a avaliação de resistência de progênies de maracujazeiro a doenças no Distrito Federal. O experimento foi conduzido na Fazenda Água Limpa, Universidade de Brasília, tendo como delineamento experimental blocos casualizados com 35 tratamentos e quatro repetições, sendo a parcela útil constituída por seis plantas. Os genótipos avaliados foram: EC-RAM PL2, MAR 20#2005, MAR20#09 PL1, RUBI GIGANTE PL1, MAR20#03 PL1, MAR20#09 PL2, MAR20#09 PL3, MAR20#34 PL1, MAR20#29 PL1, MAR20#23 PL1, MAR20#03 PL2, MAR20#15 PL1, MAR20#29 Pl2, RUBI GIGANTE PL2, 6RFM, AR2 PL1, MAR20#23 PL2, FB 200 PL1, MSCA, MAR20#01, MAR20#15 PL2, ECL7 PL3, MAR20#15 PL1, MAR20#23 PL3, MAR20#15 PL3, MAR20#34 PL2, MAR20#09 PL4, RUBI GIGANTE PL3, RUBI GIGANTE PL4, MAR20#15 PL4, MAR20#23 PL3, MAR 20#21, 20#10, AR2 PL1, EC-RAM PL3, MSCA PL1. Cada genótipo foi representado por sua progênie (família de meio-irmãos). O experimento foi instalado em novembro de 2011 com espaçamento de 2,8 metros entre linhas e 3 metros entre plantas, totalizando 1190 plantas por hectare. Foram realizadas 32 colheitas para as seguintes variáveis analisadas: produtividade total estimada/ha (kg/ha), número total de frutos/ha, massa média total de frutos (g), classificação dos frutos quanto ao diâmetro equatorial em três categorias (quantidade de frutos, produtividade e massa média em cada classificação). Os genótipos MAR20#15 PL3, MSCA e RUBI GIGANTE PL4 apresentaram maior produtividade total estimada/ha e maior número de frutos total/ha. Para fins industriais, os genótipos MAR20#15 PL3 e MSCA também apresentaram maiores produtividades para frutos de classificação de Primeira. Para consumo in natura, AR2 PL1, MAR20#34 PL2 e RUBI GIGANTE PL4 apresentaram maiores produtividades para frutos de classificação 1A. Valores elevados da herdabilidade e razão CVg/Cve foram observados para a produtividade dos frutos de 1ª, 1B, 1A e total. Na avaliação da reação dos genótipos quanto a resistência à verrugose, antracnose, bacteriose, virose e septoriose em campo, a identificação visual do sintoma das doenças se deve à percepção e à quantificação de lesões na superfície do fruto e sintomas na folha (virose). Foram realizadas quatro avaliações de severidade e incidência, estimadas de acordo com escala diagramática para a doença especifica. Para septoria3 genótipos foram classificados como moderadamente resistentes de acordo com tabela de JUNQUEIRA (2003). Para antracnose MAR 20#2005 e MAR 20#15 PL3 foram classificados como resistentes à doença.Para verrugose os genótipos foram classificados dentro da faixa suscetível e moderamente suscetível (MS). De acordo com a tabela de notas 25 genótipos foram classificados como moderadamente resistentes (MR) e 10 genótipos como susceptíveis (S) quanto a resistência para virose do endurecimento dos frutos. Para bacteriose 1 genótipo foi classificado como S e 34 genótipos como MR.Na avaliação de 24 genótipos em casa de vegetação, foram analisadas a severidade (porcentagem da área ou do volume de tecido danificado ou lesado) e a incidência (porcentagem de plantas doentes em uma amostra). Foi utilizado o delineamento de blocos casualizados, em arranjo de parcela subdividida, sendo as parcelas formadas por cinco épocas de avaliação e as subparcelas formadas por 24 genótipos, quatro repetições e com seis plantas por parcela. O genótipo Mar 20#39 apresentou menor severidade a virose do endurecimento dos frutos, sendo considerada moderadamente suscetível. Os genótipos MSCA, MAR20#46 PL1, MAR20#12 PL1 e MAR20#2005 PL3 apresentaram alto valor de severidade sendo considerados altamente suscetíveis à doença. Os genótipos RC3 PL2, MAR20#10 PL1, MAR20#46 PL1, MAR20#44 PL3 e GIGANTE AMARELO PL2 foram suscetíveis à septoriose, com maior média de severidade encontrada entre os genótipos analisados. Todos genótipos foram suscetíveis a verrugose, na fase de mudas, sob casa de vegetação. No estudo sobre a diversidade genética de 24 pgenótipos de maracujazeiro, por meio de marcadores moleculares RAPD (“RandomAmplifiedPolimorphic DNA”), o DNA (Ácido Desoxiribonucléico) genômico de cada progênie foi extraído e primersdecâmeros foram utilizados para a obtenção de marcadores moleculares de RAPD. Estes foram convertidos em uma matriz de dados binários, foram estimadas as distâncias genéticas entre os genótipos e realizadas as análises de agrupamento. Foram obtidos 54 marcadores RAPD, dos quais 46 (85,18%) foram polimórficos perfazendo uma média de 6,75 bandas por primer. O iniciador OPD10 apresentou maior número de bandas polimórficas. As distâncias genéticas entre os genótipos de maracujá variaram de 0,043 a 0,451. A alta porcentagem de polimórficos demonstra a alta variabilidade genética entre os genótipos. _______________________________________________________________________________________________ ABSTRACT
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Campos, Angélica Vieira Sousa
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Peixoto, José Ricardo
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://repositorio.unb.br/handle/10482/19997