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Estimulação dessa complexo com anticorpos anti-CD3 induz a ativação dos linfócitos T. Depois da ativação, o linfócito T pode se diferenciar em subpopulações envolvidas com respostas inflamatórias para eliminação de patógenos (Th1, Th2 e Th17) ou antiinflamatórias (Tregs) para a manutenção da homeostase do organismo. Anticorpos anti-CD3 pode induzir a diferenciação dos linfócitos T nos subgrupos de Tregs e pode ser usado como moléculas terapêuticas para tratar doenças autoimunes e processos de rejeição a transplantes. No presente estudo foi analisado o efeito imunomodulatório in vitro de versões humanizadas de anti-CD3 (FvFc R, T e M) comparando com o anticorpo murino anti-CD3 (OKT3) usando sequenciamento de alto desempenho (RNA-Seq). RNA-Seq foi realizado em linfócitos T não estimulados e estimulados com as diferentes versões de anti-CD3. Diversos genes envolvidos com imunorregulação foram regulados positivamente após o tratamento com os anti-CD3. Alguns desses genes codificam marcadores exclusivos de Tregs, tais como, CD25, FOXP3, CTLA4 e GITR. Outros genes codificavam importantes proteínas envolvidas com a função supressora das células Tregs (Ex. GZMB). Por outro lado, alguns marcadores de células Th17 também foram regulados positivamente. Citocinas de perfil Th17, tais como, IL17 e IL17F foram induzidas por todos os tratamentos. Porém, IL21 e IL22 foram regulados positivamente somente em OKT3. Embora os anticorpos anti-Cd3 humanizados apresentaram um efeito imunomodulatório, mais estudos são necessários para compreender os mecanismos envolvidos nessa imunomodulação.","abstract_html":"O sistema imune é constituído de uma complexa rede de células, tecidos e órgãos que trabalham em conjunto para a proteção do organismo. Um importante componente do sistema imunológico é o linfócito T. Há dois tipos principais de linfócitos T: T CD4+ (T auxiliares) e T CD8+ (T citotóxicos). Os linfócitos T auxiliares podem estar envolvidos com a proteção do organismo contra microorganismos ou no desenvolvimento de algumas doenças. O receptor de linfócitos T está associado ao complexo da molécula CD3. Estimulação dessa complexo com anticorpos anti-CD3 induz a ativação dos linfócitos T. Depois da ativação, o linfócito T pode se diferenciar em subpopulações envolvidas com respostas inflamatórias para eliminação de patógenos (Th1, Th2 e Th17) ou antiinflamatórias (Tregs) para a manutenção da homeostase do organismo. Anticorpos anti-CD3 pode induzir a diferenciação dos linfócitos T nos subgrupos de Tregs e pode ser usado como moléculas terapêuticas para tratar doenças autoimunes e processos de rejeição a transplantes. No presente estudo foi analisado o efeito imunomodulatório in vitro de versões humanizadas de anti-CD3 (FvFc R, T e M) comparando com o anticorpo murino anti-CD3 (OKT3) usando sequenciamento de alto desempenho (RNA-Seq). RNA-Seq foi realizado em linfócitos T não estimulados e estimulados com as diferentes versões de anti-CD3. Diversos genes envolvidos com imunorregulação foram regulados positivamente após o tratamento com os anti-CD3. Alguns desses genes codificam marcadores exclusivos de Tregs, tais como, CD25, FOXP3, CTLA4 e GITR. Outros genes codificavam importantes proteínas envolvidas com a função supressora das células Tregs (Ex. GZMB). Por outro lado, alguns marcadores de células Th17 também foram regulados positivamente. Citocinas de perfil Th17, tais como, IL17 e IL17F foram induzidas por todos os tratamentos. Porém, IL21 e IL22 foram regulados positivamente somente em OKT3. 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