{"id":{"repo_id":"brasilia","oai_identifier":"oai:repositorio.unb.br:10482/18060"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brasilia/oai:repositorio.unb.br:10482/18060","repository":{"repo_id":"brasilia","name":"Universidade de Brasília","base_url":"http://repositorio2.unb.br/oai/request"},"display":{"title":"O Poço da Draga e a construção do Acquario Ceará","abstract":"Em meio a tempos de eventos esportivos de abrangência internacional, como a Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas no Brasil, mudanças nos contextos urbanos se tornam evidentes. Com a dicotomia entre modernidade e tradição fomentada por matrizes de ideologia desenvolvimentista, ocorre uma exacerbada propagação de políticas de intervenção espacial por parte dos órgãos governamentais onde pessoas de baixo poder econômico aquisitivo tem sido retiradas de suas moradias para que se possa realizar a construção de grandes empreendimentos. O caso específico estudado nesta pesquisa é o dos moradores do aglomerado urbano Poço da Draga localizado nas imediações de onde está sendo construído o terceiro maior “museu oceânico” do mundo, o Acquario Ceará, em Fortaleza, Brasil. Com a instalação do empreendimento, há uma possibilidade de remoção desses moradores do local onde vivem há mais de cem anos. Ao perceber as transformações urbanas ocorridas na região da Praia de Iracema, que abrange o Poço da Draga, se denota como projetos de desenvolvimento atrelados ao fomento turístico causam impactos espaciais e, sobretudo, nas relações sociais entre as pessoas que compõem as populações locais afetadas. Devido a isso, perpassa a este trabalho uma tentativa de empreender reflexões teóricas no escopo da antropologia do que se veicula como “desenvolvimento” para se perceber alguns complexos de interesses entre os agentes propagadores de projetos desenvolvimentistas e os sujeitos, em seus contextos sociais específicos, afetados por tais projetos. Este trabalho abrange a produção de um estudo etnográfico a partir, principalmente, de depoimentos dos moradores do Poço da Draga.","abstract_html":"Em meio a tempos de eventos esportivos de abrangência internacional, como a Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas no Brasil, mudanças nos contextos urbanos se tornam evidentes. Com a dicotomia entre modernidade e tradição fomentada por matrizes de ideologia desenvolvimentista, ocorre uma exacerbada propagação de políticas de intervenção espacial por parte dos órgãos governamentais onde pessoas de baixo poder econômico aquisitivo tem sido retiradas de suas moradias para que se possa realizar a construção de grandes empreendimentos. O caso específico estudado nesta pesquisa é o dos moradores do aglomerado urbano Poço da Draga localizado nas imediações de onde está sendo construído o terceiro maior “museu oceânico” do mundo, o Acquario Ceará, em Fortaleza, Brasil. Com a instalação do empreendimento, há uma possibilidade de remoção desses moradores do local onde vivem há mais de cem anos. 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