Universidade Aberta
Coprocessamento de resíduos perigosos em uma indústria cimenteira no Brasil : a percepção dos trabalhadores e aspectos de saúde ocupacional
Abstract
dc:description.abstractO parque industrial cimenteiro brasileiro é formado por 85 unidades, onde 36 destas estão licenciadas para o coprocessamento. Em 2012, os resíduos coprocessados representaram a eliminação de um passivo ambiental de 1.320.000 toneladas. Desse montante, 38% foram utilizados como substitutos de matérias-primas, e os outros 62% como combustíveis alternativos. A taxa de substituição térmica no respectivo ano, decorrente do uso de combustíveis alternativos chegou aos 9%. Acredita-se que a capacidade nacional de coprocessamento possa atingir 2.500.000 toneladas/ano. Neste trabalho desenvolveu-se um estudo de caso numa fábrica de cimento que aplica o coprocessamento de resíduos perigosos, onde na primeira parte interpreta-se os dados recolhidos pelo inquérito aplicado (questionário) a 50 trabalhadores da respectiva cimenteira, a respeito da percepção desses indivíduos sobre questões ambientais, econômicas, sociais e de saúde, relacionadas à prática do coprocessamento, tais como: poluição, condições e segurança no trabalho, meio ambiente, saúde individual e coletiva, oportunidades de emprego, capacitação e treinamentos oferecidos pela empresa, coprocessamento de resíduos, transparência pública e participação ativa da população nos processos decisórios. Os resultados obtidos foram favoráveis, em sua maioria, com exceção dos aspectos relacionados ao conhecimento das pessoas em geral sobre a prática do coprocessamento, bem como da participação da população nos processos decisórios relacionados, os quais receberam respostas desfavoráveis. Já a segunda parte deste estudo, apresenta os dados referentes ao monitoramento biológico dos trabalhadores desta cimenteira brasileira que exercem suas atividades laborais diretamente no coprocessamento de resíduos, onde avaliou-se a exposição aos seguintes agentes químicos: fluoretos, manganês, mercúrio, níquel, estireno, etil-benzeno, fenol, tolueno e xileno. Nenhum dos resultados obtidos ultrapassou os respectivos limites biológicos de exposição preconizados.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Guimarães, André Gomes
- Advisors dc:contributor.advisor
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- Martinho, Ana Paula
- Fernandes, Ana Paula
Subjects
dc:subject × 15Rights
- Licence dc:rights.uri
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Identifier URI
- urn:tid:201138433
- OAI identifier oai:identifier
- oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/4489