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Universidade Aberta

Racionalidades leigas e a prevenção da sífilis congênita no Brasil

Abstract

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A pesquisa proposta parte de dois pressupostos: o primeiro, que as práticas e os comportamentos na área da saúde são uma tríade entre fenômenos biológicos, psicológicos e sociais; o segundo, que as ações para a promoção da saúde são complexas e, apesar de considerarem o conhecimento dos sujeitos como elemento fundamental para a melhoria dessas práticas, reconhecem elementos subjetivos, representações e racionalidades que extrapolam o que o conhecimento puro traduz. O enquadramento teórico foi alicerçado, portanto, em autores do campo das ciências sociais e das ciências da saúde com contribuições nos debates sobre racionalidades leigas, representações sociais e saberes populares e em autores do campo da psicologia e neurociência que dialogam com as teorias sobre subjetividade e representação e atuam na área do comportamento, mais especificamente no comportamento em saúde. Além, claro, das referências fundantes sobre sífilis e sífilis congênita. A partir daí, e considerando o atual cenário da sífilis congênita no Brasil, pretendeu-se identificar e analisar quais são as racionalidades leigas sobre sífilis entre gestantes no país e suas relações com os comportamentos na área da saúde voltados à prevenção da sífilis congênita. A pesquisa, de viés qualitativo, foi composta por uma amostragem constituída de 20 gestantes com perfil social, econômico e cultural diferentes, distribuídas da seguinte forma: (a) 10 gestantes em situação econômica favorável, com fácil acesso aos serviços de saúde, identificadas a partir de grupos temáticos em redes sociais (whatsapp, telegram e instagram) voltados às gestantes; (b) 10 gestantes em situação de pobreza, incluindo gestantes em situação de rua ou com moradia precária, sendo, as gestantes em “situação de pobreza”, aquelas que recebem algum auxílio financeiro ou material de instâncias governamentais ou não. Os dados foram coletados a partir de entrevistas semiestruturadas e analisados a partir do Método da Análise de Conteúdo. Para isso, foram criadas categorias de análise com foco nos saberes, práticas, sentimentos das gestantes e sua relação com os serviços e profissionais da saúde. Os resultados da pesquisa revelaram que independentemente do grupo social ao qual a gestante estava vinculada, suas racionalidades devem ser percebidas de forma individualizada para que possam ser compreendidas, considerando que não identificamos relação direta entre essas racionalidades e elementos objetivos de caracterização. Assim, podemos dizer que os resultados da pesquisa revelaram que para a implementação de políticas para a eliminação de uma doença como a sífilis congênita, é preciso cautela e atenção às individualidades caso queiramos considerar os sujeitos como coparticipantes na implementação dessas políticas.

Degree

thesis:*
Name thesis:degree_name
Tese de Doutoramento em Relações Interculturais, apresentada à Universidade Aberta
Year dc:date.issued
2024

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Silva, Ana Luísa Nepomuceno
Advisors dc:contributor.advisor
  • Bäckström, Bárbara
  • Freitas, Marise Reis de

Subjects

dc:subject × 9

Rights

Language dc:language.iso
por

Identifiers

dc:identifier.*
Identifier URI
urn:tid:101803770
OAI identifier oai:identifier
oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/16942

Chain of custody

source
Harvested from
Universidade Aberta
Base URL
repositorioaberto.uab.pt/server/oai/request
Last updated
2026-07-24
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

Silva, Ana Luísa Nepomuceno. Racionalidades leigas e a prevenção da sífilis congênita no Brasil. 2024. http://hdl.handle.net/10400.2/16942