Universidade Aberta
Combate à desigualdade dos sexos face aos trabalho : impacto do número de mulheres no poder nas empresas dos Estados Membros da União Europeia
Abstract
dc:description.abstractAs políticas de Recursos Humanos podem-se definir como o conjunto de normas de conduta adoptadas por uma empresa que regem a sua relação com os seus colaboradores. Diversos estudos do género indicam que as mulheres têm uma forma de actuar, comportar e gerir diferente da dos homens. Tendem a ser menos propensas ao risco e a centrar-se mais sobre uma perspectiva a longo prazo. Uma proporção maior de gestores do sexo feminino parece equilibrar o comportamento mais propenso ao risco do seus colegas masculinos. Um estudo recente (Michel Ferrary (2009)) mostra que quanto maior é o número de mulheres que uma companhia tem na sua administração menor é a queda do valor das suas acções. Na União Europeia, a igualdade entre os homens e as mulheres no emprego é um dos princípios fundamentais inscrito no Tratado das Comunidades Europeias (Artigo 2 e Artigo 3) que deve ser integrado, como valor chave, em todas as políticas comunitárias. Este princípio está também no centro da agenda europeia para o emprego, crescimento e maior coesão social. O desenvolvimento sustentável da UE impõe o cumprimento do princípio da igualdade entre as mulheres e os homens. Aumentar o número de gestores do sexo feminino é tanto um assunto de responsabilidade social como de desempenho empresarial. As políticas sociais empresariais tais como a diminuição da discriminação, não são normalmente associadas ao desempenho empresarial. Desta forma, e como objectivo desta pesquisa, pretendeu-se verificar se a diversidade do género suporta a eficiência da gestão, influenciando positivamente o desempenho de um país através da análise do coeficiente de correlação entre essas duas variáveis. Desta forma, os dados necessários foram obtidos mediante uma recolha efectuada das publicações do Eurostat, dos documentos de 5/138 trabalho da Comissão Europeia e dos inquéritos realizados às forças de trabalho pela UE. Em seguida, foram aplicados os testes de determinação e de correlação para se apurar a existência ou não de relação entre as variáveis em estudo. O presente estudo demonstrou que a igualdade do género no processo decisório não foi ainda conseguida. Nenhum dos vinte e sete estados da UE apresenta uma taxa superior a 50% e somente um terço apresenta taxas superiores a 30%. Consequentemente, não foi possível estabelecer uma relação clara e inequívoca entre o PNB per capita e a percentagem de mulheres à frente dos negócios. Conforme demonstrado ao longo deste trabalho, a igualdade jurídica não conduz automaticamente à igualdade de facto. O estudo pretende desta forma promover a consciencialização do actual subaproveitamento do potencial das mulheres, para que se possam fomentar as iniciativas e acções para agir com vista a alcançar uma representação, entre as mulheres e os homens nas tomadas de decisão, que se possa considerar equilibrada.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Torcato, Sílvia Mota
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Reis, Felipa Lopes dos
Subjects
dc:subject × 16Rights
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Handle dc:identifier.uri
- http://hdl.handle.net/10400.2/1476
- OAI identifier oai:identifier
- oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/1476