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Universidade Federal de Viçosa

Alterações no intestino médio de larvas de mosquitos Toxorhynchites violaceus e Lutzia bigoti após ingestão de Aedes aegypti

Abstract

dc:description.abstract

Mosquitos (Diptera: Culicidae) são vetores de patógenos para humanos e vertebrados de importância veterinária. Larvas predadoras dos gêneros Toxorhynchites e Lutzia alimentam-se de formas imaturas de invertebrados, incluindo mosquitos, oferecendo uma oportunidade única para estudar adaptações digestivas. Neste estudo, analisamos e comparamos a morfologia do intestino médio (IM) de Toxorhynchites violaceus e Lutzia bigoti após a ingestão de larvas de Aedes aegypti, bem como o tempo de retenção do bolo alimentar. Larvas do quarto ínstar de T. violaceus e L. bigoti foram mantidas em jejum por 24 horas e, posteriormente, alimentadas individualmente com larvas de A. aegypti, sendo fornecido uma presa por predador. Os indivíduos foram dissecados em diferentes tempos pós-ingestão (uma, três, cinco, 16 e 24 horas), com um grupo controle em zero horas. O IM foi examinado por microscopia eletrônica de varredura e óptica, utilizando colorações, marcações e impregnações específicas para evidenciar proteínas, lipídios e núcleos. O IM de ambas as espécies apresenta a organização tubular típica dos culicídeos, composto por cecos gástricos (CG), porção anterior e posterior. Os CG de T. violaceus são alongados e cilíndricos, com lúmen escuro e grânulos pigmentados, enquanto os de L. bigoti são digitiformes, com projeções celulares e fibras musculares. A cárdia de T. violaceus é mais desenvolvida, sugerindo maior capacidade de regulação do bolo alimentar e produção de matriz peritrófica. O epitélio do IM anterior em T. violaceus varia de cúbico a colunar, com acúmulo de gotículas lipídicas, principalmente entre uma e 16 horas pós-ingestão. Em L. bigoti, o epitélio é pavimentoso ou cúbico, com gotículas lipídicas discretas apenas após uma hora. A retenção alimentar foi mais prolongada em T. violaceus, com núcleos celulares da presa detectados até uma hora, enquanto em L. bigoti não foram observados núcleos em nenhum tempo. No IM posterior, L. bigoti apresenta uma dilatação mais acentuada, mas em ambas as espécies o epitélio é colunar com borda em escova espessa. A digestão do bolo alimentar induz alterações estruturais no IM, revelando estratégias digestivas e adaptações fisiológicas distintas entre T. violaceus e L. bigoti. Palavras-chave: Aedes aegypti; Toxorhynchites; Lutzia; ceco gástrico; intestino médio

Degree

thesis:*
Grantor dc:publisher
Universidade Federal de Viçosa
Year dc:date.issued
2025

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Cruz, João Paulo Pimentel de Oliveira
Advisor dc:contributor.advisor
  • Martins, Gustavo Ferreira

Subjects

dc:subject × 6

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • Acesso Aberto
Language dc:language.iso
por

Identifiers

dc:identifier.*
OAI identifier oai:identifier
oai:locus.ufv.br:123456789/34756

Chain of custody

source
Harvested from
Brazil UFV
Base URL
locus.ufv.br/server/oai/request
Last updated
2026-07-24
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

Cruz, João Paulo Pimentel de Oliveira. Alterações no intestino médio de larvas de mosquitos Toxorhynchites violaceus e Lutzia bigoti após ingestão de Aedes aegypti. Universidade Federal de Viçosa, 2025. https://locus.ufv.br/handle/123456789/34756