Universidade Federal de Viçosa
Gênese de solos com B textural Ta e Tb no baixo curso da Bacia do Rio Jequitinhonha, Minas Gerais
Abstract
dc:description.abstractA região do baixo curso da bacia do Rio Jequitinhonha, localizada no nordeste do estado de Minas Gerais, é caracterizada por sua condição semiárida, apresentando temperaturas elevadas, irregularidades pluviométricas e altas taxas de evapotranspiração potencial. Do ponto de vista pedológico, a região apresenta predomínio de Argissolos, tendo como subcomponente os Luvissolos. Ambas as classes de solos possuem horizonte diagnóstico B textural. O objetivo deste trabalho foi caracterizar química, física, mineralógica e micromorfologicamente solos com Bt mais representativos da região, refletindo sobre sua gênese e contribuindo para a compreender a organização dos solos na paisagem. Foram estudados quatro perfis, classificados como Argissolo Vermelho (P1), Luvissolo Crômico (P2) e Argissolos Vermelho- Amarelos (P3 e P4). De acordo com os resultados constatou-se que todos estes apresentam mudança textural abrupta, com teores de argila variando de 459 a 691 g kg! no horizonte Bt, sendo por isso argiloso ou muito argiloso. Possuem acidez média a fraca e valores altos de saturação por bases, sendo classificados como eutróficos. Os elevados teores de Na* do Luvissolo permitiu classificá-lo como sódico, por possuir saturação por sódio maior que 19 %. Neste mesmo perfil foram detectados altos teores de Mg**, que aliados aos teores de Na” podem contribuir negativamente com características físicas dos solos, tais como dispersão de argila, redução da condutividade hidráulica e estrutura prismática. Nos Argissolos a CTC, determinada foi menor que 27 cmol kg!, enquanto que no Luvissolo obteve-se CTC, acima deste valor. Os valores de Ki foram maiores que 2,0 para todos os solos, indicando a menor remoção de sílica livre do sistema e, deixando evidente o menor desenvolvimento pedogenético dos perfis estudados. Os teores de Fe>203 foram em geral baixos, permitindo classifica-los como hipoférricos. Quanto aos elementos traços presentes no solo, os maiores números encontrados foram de N1, podendo por 1sso representar riscos à qualidade destes solos. Nos horizontes superficiais foram encontrados maiores teores de óxidos de ferro amorfos, demonstrando a influência da matéria orgânica na inibição da cristalinidade dos óxidos. Os difratogramas de raios-X mostraram a predominância de caulimita e ilhta na fração argila dos solos. Mas também foram identificados goethita e hematita, óxidos responsáveis pela coloração dos perfis estudados, seja vermelha, amarela ou intermediária entre elas. O Argissolo Vermelho e o Luvissolo Crômico ainda apresentaram nesta fração a montmorillonita, sendo de maior expressão neste último perfil, acompanhando os valores altos de CTC, determinados. Os minerais identificados na fração silte foram a caulinita, quartzo, mica e feldspato. Semelhantes aos resultados dos difratogramas da fração areia, que têm o quartzo como mineral dominante. Os solos são micromorfologicamente semelhantes entre s1, apresentando como uma das principais pedofeições os cutãs de argila. Também foi observado alteração progressiva dos minerais e a neoformação e/ou transformação para argilas, sejam elas argilominerais ou oxídicas. Logo, o gradiente textural dos solos é resultante principalmente da produção de argila no horizonte Bt, não descartando também o papel da elutriação neste aspecto.
Degree
thesis:*- Grantor dc:publisher
- Universidade Federal de Viçosa
- Year dc:date.issued
- 2016
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Ramos, Letícia Onara Silva
- Advisor dc:contributor.advisor
-
- Ker, João Carlos
- Contributors dc:contributor
-
- Oliveira, Fábio Soares de
Subjects
dc:subject × 4Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://locus.ufv.br/handle/123456789/33875
- OAI identifier oai:identifier
- oai:locus.ufv.br:123456789/33875