Universidade Federal de Viçosa
Variação de renda familiar, desigualdade e pobreza no Brasil
Abstract
dc:description.abstractNesse trabalho busca-se investigar as relações entre crescimento econômico, distribuição de renda e pobreza no período de 1995 a 2005, mostrando a relevância do esclarecimento dessas relações para implementação de políticas públicas que visem à melhoria das condições sociais. Inicialmente o estudo mostra a evolução da pobreza, da distribuição de renda e da flutuação da renda média familiar per capita ao longo do período analisado. Com essa descrição inicial, as relações entre tais grandezas são feitas a partir da seleção de três modelos: um que relaciona as variações nos indicadores de pobreza e os principais componentes que respondem por essa variação modelo de decomposição das fontes; outro que simula os efeitos da variação da renda familiar per capita e dos indicadores da concentração sobre o nível de pobreza modelo de elasticidade; e, por fim, um modelo que associa as relações entre concentração de renda e crescimento econômico no estrato mais alto de renda. Os resultados obtidos mostram que a desigualdade da distribuição de renda tem se reduzido de maneira lenta e gradual. Levando em conta o índice de Gini, a queda da desigualdade de renda foi de 5,19%, sendo a maior parte dessa redução alcançada em período mais recente (2001-2005). Um fato importante nessa redução diz respeito à parcela mais pobre da população que está se apropriando de uma parcela maior da renda. Por outro lado, as medidas de pobreza sofreram um aumento generalizado e o número de pessoas pobres, em média, no período mais recente (2001-2005) tendeu a se estabilizar em 32%. No período de 2001-2005, as medidas de pobreza que dão maior peso aos mais pobres têm se reduzido. Por fim, a renda real familiar per capita média proxy para o crescimento econômico permaneceu estagnada. O modelo de decomposição das variações nas medidas de pobreza mostra que nos períodos em que houve redução da pobreza no Brasil, o fator responsável por essa redução ainda foi o crescimento econômico. Adicionalmente, o modelo de elasticidade mostra que o efeito potencial da redistribuição é maior do que o efeito potencial do crescimento econômico. Dessa dicotomia entre o real e o previsto, podem ser estabelecidas as seguintes considerações: a) sob níveis de concentração de renda mais baixos, mesmo taxas de crescimento muito baixas produzem efeitos muito maiores; b) existe uma dependência entre o nível de concentração de renda inicial e o efeito do crescimento; e c) taxas de crescimento pequenas num país muito desigual condenam o país a um quadro social desigual.
Degree
thesis:*- Grantor dc:publisher
- Universidade Federal de Viçosa
- Year dc:date.issued
- 2007
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Guimarães, Patrick Wohrle
Subjects
dc:subject × 8Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- Acesso Aberto
- Language dc:language
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://locus.ufv.br/handle/123456789/100
- OAI identifier oai:identifier
- oai:locus.ufv.br:123456789/100