Brazil UFF
Distribuição de mercúrio no Atlântico Sudoeste ao longo dos últimos 40 mil anos
Abstract
dc:description.abstractO Mercúrio (Hg) é um metal emitido por fontes naturais e antrópicas, apresentando distribuição global devido à volatilidade de sua forma elementar (Hg0 (g)). A atmosfera é a principal via de dispersão de Hg para os oceanos, sendo sua dinâmica influenciada por fatores climáticos globais e regionais, como o aumento da deposição de poeira durante os períodos glaciais. O testemunho GL-1109, coletado na Bacia de Santos, foi utilizado para reconstruir a deposição de Hg no Atlântico Sudoeste e avaliar sua variabilidade em resposta a mudanças paleoclimáticas dos últimos 40 ka. Resultados indicam que o Hg e o carbono orgânico total (TOC) estão associados significativamente ao longo da série temporal, principalmente durante o período glacial. Os modelos estatísticos explicam 20% da variância do Hg em função das razões Fe/Ca e Ti/Ca, tanto na série completa quanto no período glacial. Assim, as concentrações de Hg variaram de 9,5 a 103,5 ng·g - 1 , com valores mais elevados registrados nos períodos glaciais (MIS 2, MIS 3 - Marine Isotope Stages) e os mais baixos no interglacial (MIS 1). O que reflete as condições glaciais, caracterizada por maior aporte de poeira atmosférica, menor nível do mar, maior exposição da plataforma continental e aumento da descarga fluvial, sendo a contribuição continental o principal fator para a deposição de Hg no glacial, tais características são propícias para a acumulação de Hg e opostas ao que ocorre durante os interglaciais. Nos eventos milenares também houve aumento das concentrações de Hg, pois são eventos de frio extremo no Hemisfério Norte, de alta concentração de poeira atmosférica, intensificação das precipitações na América do Sul e maior descarga fluvial, além da maior disponibilidade de Hg na atmosfera devido a atividade vulcânica. Portanto, inferese que o Hg teve seu aporte e acumulação modelados pelas mudanças paleoclimáticas, sugerindo que os processos intempéricos regionais e a atmosfera, nesta ordem de importância, são as principais vias de entrada de Hg para o Atlântico sudoeste nos últimos 40 mil anos.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Silva, Fagner Ricardo Barbosa da
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Open Access
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://app.uff.br/riuff/handle/1/43183
- OAI identifier oai:identifier
- oai:app.uff.br:1/43183