Brazil UFF
Níveis de toxinas urêmicas e expressão do receptor aril hidrocarboneto em pacientes com doença renal crônica: implicações cardiovasculares
Abstract
dc:description.abstractIntrodução: Estudos recentes sugerem que as toxinas urêmicas indoxil sulfato (IS) e o ácido indol-3-acético (AIA) produzidas pela microbiota intestinal, podem estar envolvidas na sinalização inflamatória através de sua ligação ao receptor aril hidrocarboneto (RAH), fator de transcrição que ativa genes pró-inflamatórios. Objetivos: Investigar a possível relação entre as toxinas urêmicas (IS e AIA), expressão de RAH e marcadores inflamatórios em pacientes com doença renal crônica (DRC). Métodos: Estudo observacional transversal envolvendo 17 pacientes em hemodiálise (HD) (11 homens, 55,5 ± 11,7 anos, 54,0 (25,5 - 136,0) meses em HD, IMC 25,8 ± 3,8 kg/m²) e 15 pacientes em tratamento conservador (8 homens, 54,1 anos, taxa de filtração glomerular 32 (23 - 37 mL/min/1,73 m3), IMC 27,4 ± 5,0 kg/m²). Os níveis plasmáticos de IS e AIA foram medidos por cromatografia líquida de alta performance; a análise da interleucina-6 (IL-6) por ensaio imunoenzimático; e os níveis de proteína C-reativa (PCR) foram determinados pelo analisador automático Bioclin. A expressão proteica do RAH e do fator nuclear kappaB (NF-κB) foram avaliadas em células mononucleares de sangue periférico por Western Blot. Resultados: Os níveis plasmáticos das toxinas IS e AIA foram 12,9 (8,9 - 22,4) mg/L e 111,8 (45,1 - 277,8) µg/L no grupo conservador e 35,1 ± 11,7 mg/L e 541,3 (299,0 - 923,8) µg/L no grupo HD, respectivamente. Na análise geral, a expressão proteica do RAH correlacionou-se positivamente com os níveis plasmáticos do AIA (r = 0,4; p = 0,03) e com a expressão proteica do NF-κB (r = 0,62, p = 0,001). Também foi observada correlação positiva entre a expressão de RAH e os níveis plasmáticos de IL-6 (r = 0,68; p = 0,02) nos pacientes em HD. Conclusões: Embora o papel do RAH na regulação da inflamação e da doença cardiovascular nos pacientes com DRC ainda esteja longe de ser completamente compreendido, esses resultados sugerem possível interação da toxina AIA nesta complexa via de sinalização inflamatória nos pacientes com DRC.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Brito, Jessyca Sousa de
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Open Access
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://app.uff.br/riuff/handle/1/30305
- OAI identifier oai:identifier
- oai:app.uff.br:1/30305