Brazil UFF
Poluição do ar e morbidade hospitalar: análise das tendências e custos econômicos em estações de mediação de qualidade do ar no estado de São Paulo
Abstract
dc:description.abstractO estudo avaliou a poluição atmosférica em cinco estações (Cerqueira César, Congonhas, Cubatão, Osasco e Paulínia) do estado de São Paulo e sua influência nas doenças respiratórias. Dados diários de SO₂, NO₂, NO e PM₁₀ de 1996 a 2011 foram oriundos das estações de qualidade do ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), sendo transformados em dados diários e mensais. Os dados ausentes nas séries temporais mostraram que os maiores percentuais foram no NO e NO₂ em Cubatão e Vila Parisi (84,17% - NO e 74,64% - NO₂), Osasco (50,29 % - NO e 47,91% - NO₂) e Paulínia (61,17% - NO e 61,05% - NO₂). Todas as estações analisadas o PM₁₀ e o SO₂ apontam similaridade quanto às falhas registradas. Na descritiva as emissões diárias de SO₂, NO₂, NO e PM₁₀ apontam elevada amplitude em relação às médias. Os coeficientes de variação (CV’s%) apresentaram valores elevados, destaque para Paulínia (NO) 91,74% e Cerqueira César (SO₂) 80,65%. Com base no boxplot ocorreu alta variabilidade em todas as estações, seguido de outliers em toda a série temporal. As maiores amplitudes interquartílicas ocorreram em Congonhas no NO (107,09%), NO₂ (65,74%), PM₁₀ (34,56%) e SO₂ (18,79%). Destaque para diminuição significativa das concentrações a partir de 2005. As violações das concentrações baseado no critério da Organização Mundial de Saúde – (OMS) foram superiores ao do CONAMA. Vale ressaltar que o critério da OMS apresenta maior restrição do que o CONAMA. Vale destacar o NO₂ em Cerqueira César, Congonhas, Cubatão Vila Parisi e Osasco, com os maiores percentuais registrados. As tendências e os pontos de inflexão via testes de Mann-Kendall e Pettitt indicaram uma tendência de queda em todas as estações, exceto para Cubatão (PM₁₀) e Osasco (NO₂), sendo seis pontos de mudanças bruscas identificadas em toda a série temporal. A análise exploratória das doenças respiratórias apontou alta variabilidade, exceto Paulínia. Os maiores registros de doenças respiratórias foram em Osasco. As médias mensais acumuladas dos casos de doenças respiratórias mostraram que em todas as estações estiveram próximos ou superiores as médias. O número de internações por doenças respiratórias, variáveis atmosféricas e concentração dos poluentes mostrou alta amplitude interquartílica nos dados. A correlação de Pearson identificou baixa correlação entre as internações e os poluentes. O Modelo Aditivo Generalizado (MAG) apresentou ajustes satisfatórios. O MAG mostrou que os poluentes SO₂, NO e NO₂ foram insignificantes estatisticamente. O mesmo associou o PM₁₀ às doenças respiratórias totais em Cubatão (SP) em 6163 internações, correspondente à 65,12% do total de internações na cidade e no período do estudo (9552 internações), sendo considerado o RR% acumulado de 7 dias (2,8179), o que acarretou um custo total de R$ 3.786.199,44 para os cofres públicos de Cubatão (SP). Claramente, o estudo mostra que é fundamental a aplicação de políticas públicas para diminuição das doenças respiratórias via frota veicular e o custo financeiro. Desta forma não se deve encerrar as discussões sobre o tema, pelo contrário deve-se abrir novos precedentes para novos estudos, que possam através de adaptações e implementações de diferentes metodologias completarem as lacunas deixadas por este estudo.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Silva, Anderson de Souza
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Open Access
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://app.uff.br/riuff/handle/1/27864
- OAI identifier oai:identifier
- oai:app.uff.br:1/27864