Universidade de Brasília
The efficacy of retrieval practice in creating stress-resistant memories
Abstract
dc:description.abstractPesquisas sobre memória humana mostram que a prática de lembrar melhora amemória de longo prazo, e que a indução de estresse antes da evocação prejudica a performance damemória. Um estudo recente de Smith, Floerke, and Thomas (2016) mostrou que esse efeito deletério doestresse não acontece quando o conteúdo foi codificado via prática de lembrar. Neste estudo, nósbuscamos replicar esse efeito protetivo da prática de lembrar sob estresse, controlando a dificuldade doitem. Os participantes (59 alunos de graduação) estudaram 40 pares de palavras Suaíli-Português. Metadedos pares foram, então, estudados por releitura, enquanto a outra metade foi estudada por prática delembrar. Metade dos pares em cada condição tinha memorabilidade alta (fáceis), enquanto a outra metadetinha memorabilidade baixa (difíceis). Os participantes foram questionados, ao final da sessão, sobre qualestratégia de estudo (releitura vs. prática de lembrar) traria melhores resultados em um teste subsequente.Uma semana depois, os participantes retornaram para o teste final de memória. Metade dos participantesfoi submetida a um protocolo de indução de estresse (SECPT-modificado) exatamente 25 min antes doinício do teste final de memória com os 40 pares de palavras, enquanto a outra metade dos participantesfoi submetida a uma condição controle. Cortisol salivar e respostas em questionários foram usadas paraaferir a eficácia da indução de estresse. Os resultados mostram que o estresse foi induzido com sucessono grupo experimental. Os participantes lembraram mais pares de palavras que haviam sido estudadospor prática de lembrar do que por releitura, replicando achados da literatura. Inesperadamente, o efeito deprática de lembrar foi maior para pares de palavras fáceis do que difíceis. Além disso, a maioria dosparticipantes indicou maior expectativa de recordação para itens estudados por prática de lembrar do que por releitura, condizente com a performance real, mas na direção oposta aos resultados presentes na literatura, que indicam uma má calibragem metacognitiva em amostras similares. O efeito protetivo da prática de lembrar, como reportado em Smith et al. (2016), não foi replicado, possivelmente por cause de um efeito chão na condição de releitura. Os resultados, contudo, relevam uma interação não esperada na condição de prática de lembrar, a de que o estresse melhorou a performance de itens difíceis, mas piorou a de itens fáceis. Fornecemos uma descrição provisória desse achado, sugerindo que a prática de lembrar aplicada a itens difíceis adiciona um atributo de estresse ao traço de memória correspondente, cuja evocação é posteriormente facilitada sob estresse (análise condicionalizada). Os resultados sugerem que o impacto do estresse na memória depende tanto da estratégia de ensino adotada quanto da dificuldade intrínseca do item a ser aprendido.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Lage, Carlos Eduardo Dantas da Costa
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Buratto, Luciano Grüdtner
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- http://repositorio.unb.br/handle/10482/47797