Abstract
dc:description.abstractEsta tese realiza um esforço em qualificar “empreendedorismo” enquanto tema de estudo antropológico. Para tanto, enfatizo aspectos colhidos em estudos do campo da Ciência Econômica, onde assumo que empreender se torna uma forma de engajamento com a economia de mercado capitalista a despeito do lucro e a partir da lógica de apropriação, o que também é vista enquanto uma questão de gênero e raça na constituição do mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa de campo etnográfica foi realizada na Sala do Empreendedor de Santa Maria, Distrito Federal, Brasil, onde apresento os atendimentos a Microempreendedores Individuais (MEIs) enquanto um mecanismo pelo qual o Estado traduz aspirações econômicas pela necessidade de se apoiar o empreendedorismo, que passa a ser visto como incipientes em atividades econômicas autônomas e de pequeno porte. Digo que essa é uma forma também de pensar em trabalho a partir da necessidade das pessoas se tornarem "empreendedoras de si", criando mercadorias e “comprando a própria mão de obra“. No contexto estudado, longe de ser um processo simples e evidente, assumir obrigações e aspirações empreendedoras pode ser fatores de acúmulo de trabalho e sofrimento.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Giraldin, Raoni Machado
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Silva, Kelly Cristiane da
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://repositorio.unb.br/handle/10482/45168