Abstract
dc:description.abstractEste trabalho transita pelo universo de uma atriz/personagem diante de circunstâncias de vida adversas que a levaram a considerar- -se “desaparecida de si”. Neste período, ela fotografava o amanhecer quase que diariamente. Uma figura de mulher específica emergia constantemente em meus trabalhos, não de maneira objetiva, mas sempre como uma virtualidade que embasava qualquer ato criativo. Passou a chamá-la de personagem primordial. Simultaneamente, questões relativas ao tempo e a memória ganharam espaço em suas considerações sobre a criação, gerando uma série de inquietações relativasaos nossos papéis sociais e ao que seria ser uma atriz, o que seria uma personagem e qual a relação que se estabelece entre elas numa época pautada pela noção de performatividade. Existiria de fato uma personagem primordial? Toda atriz tem uma personagem primordial? O que seria ela? Que noções são geradas sobre o teatro quando se pensa o que é uma personagem? Como nomear determinadas vivências teatrais sem sucumbir aos termos hegemônicos já naturalizados na nossa prática? Estas provocações fizeram com que esta atriz, fundamentada em sua experiência de quarenta anos de teatro, fosse em busca de mecanismos de captura de seu tempo, na tentativa de desvendar algumas dessas paisagens/mistérios.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Galvão, Ana Cristina Filgueira
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Matsumoto, Roberta Kumasaka
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- Português
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://repositorio.unb.br/handle/10482/37380